O Turismo como moeda

Por O Dia

Celebrado neste 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo traz à tona a discussão sobre a importância da atividade turística como um dos principais pilares na retomada da economia brasileira. Foi-se o tempo em que o turista era visto apenas como um típico cidadão norte-americano de bermudas e camisa florida visitando o Pão de Açúcar. Turista não é apenas o visitante em férias. É aquele que vem para um congresso, o executivo de São Paulo fechando negócios no Rio, o comissário de bordo de folga ou o profissional de Belo Horizonte responsável pela instalação de um equipamento na Barra da Tijuca. Hoje, o turista é o indivíduo que se desloca de sua cidade para outro destino, seja a lazer, a negócios ou por motivos pessoais.

Devemos lembrar que cada visitante movimenta, direta e indiretamente, diversos setores da economia, desde o café no saguão do aeroporto, passando pelo trajeto de táxi, até a última refeição no próprio hotel. Para se ter uma ideia, apenas em 2016, a indústria do turismo foi responsável por injetar na economia carioca cerca de R$ 11,1 bilhões. No ano anterior, motivou 165 mil empregos diretos.

Dados do Rio Convention & Visitors Bureau mostram que a capital fluminense já registra 272 eventos confirmados até 2027. O 1,2 milhão de congressistas previstos deve gerar receita estimada em US$ 1,3 bilhão (R$ 4 bilhõe), representando a arrecadação de US$ 67 milhões (R$ 210 milhões em Impostos Sobre Serviço (ISS) aos cofres municipais.

Os números provam que o turismo deve ser encarado, mais do que nunca, com extrema seriedade. A criação de um calendário robusto como o Rio de Janeiro a Janeiro, o projeto Rio 20.20, que consiste em criar 20 eventos fixos até o ano de 2020, e a desburocratização no processo de solicitação de vistos aos estrangeiros dos principais mercados emissores, como Estados Unidos e China, são apenas algumas das ações que trarão sustentabilidade para a economia local por meio do turismo.

Chegou a hora de os setores público e privado arregaçarem as mangas e darem as mãos para fortalecer o setor produtivo do comércio, indústria e turismo, estimulando a geração de empregos e de recursos que possibilitem reposicionar o Rio de Janeiro e o Brasil no cenário econômico mundial.

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