Rogério de Andrade: ataque seria por áreas do jogo do bicho

Ele escapou do terceiro atentado, mas sua mulher foi atingida

Por Bruna Fantti

Apesar da defesa de Rogério de Andrade negar envolvimento do empresário com o Jogo do Bicho, a disputa de áreas na Z. Oeste a principal linha de investigação para tentar solucionar o atentado que o patrono da Mocidade sofreu na noite de segunda-feira ao chegar em casa.

Mortes ligadas por desavenças com o domínio dos caça-níqueis fazem parte de pelo menos seis inquéritos na Delegacia de Homicídios da Capital.

Entre os inquéritos em que Rogério de Andrade aparece de alguma forma, seja pelo histórico de trabalho ou por ligações escusas com as vítimas, está o de Márcio Alevatto, que foi seu segurança e o do PM Geraldo Pereira, em 2016. Na ocasião em que foi morto, Pereira estava acompanhado do ex-policial civil Hélio Machado, o Helinho, que foi ferido com um tiro no ombro. Helinho já foi condenado por ligação com a então quadrilha Andrade.

Outra investigação que o nome de Andrade aparece é a de Myro Garcia. Myrinho foi morto em abril, mesmo após o resgate do seu sequestro ter sido pago. Procurada, a Delegacia de Homicídios disse que não iria comentar detalhes sobre as investigações que estão em andamento.

Andrade pediu para prestar depoimento na próxima semana, alegando "estado de choque". Ele sofreu escoriações no ataque. Sua mulher, Fabíola de Oliveira, foi baleada no braço e socorrida no Hospital Barra D'or, na Barra da Tijuca e está fora de perigo. Esse é o terceiro atentado que Andrade escapa.

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