Tiros, sangue, postagens de que houve 15 mortes, mas nenhum corpo

Por O Dia

O clima na Zona Oeste é de instabilidade com a guerra travada entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho. A milícia de Ecko tem influência em toda a área do bairro, com exceção das favelas do Rola e de Antares.

No último final de semana, cerca de 50 milicianos se reuniram em uma quadra de futebol no interior da Favela do Aço e entraram no Rola, provocando tiroteios que duraram dois dias. Nas redes sociais, há postagens que dizem que 15 pessoas com suposta ligação com o tráfico foram mortas. No entanto, apesar de presumíveis marcas de sangue pelas ruas, nenhum corpo foi encontrado.

De acordo com informes da polícia, os milicianos teriam saído da favela do Rola após traficantes do Comando Vermelho avisarem que iriam sair do Complexo do Alemão para retomar áreas de milicianos. Com receio de perder território para traficantes que não aceitam dividir os lucros, os milicianos deixaram as ruas do Rola. No entanto, fizeram pichações com as inscrições 'Paz CL'. CL é outro apelido de Carlinhos Três Pontes. Camisetas com apoio à milícia também foram distribuídas aos moradores.

A Draco já realizou inúmeras operações na favela, mas encontra dificuldades por conta de barricadas feitas com quebra-molas sobrepostos nos principais acessos. Em uma das incursões, em 2015, a polícia conseguiu resgatar um homem que estava sendo torturado. Além da cobrança de serviços básicos, os milicianos fariam a exploração ilegal de saibro para terraplanagem.

Outro miliciano procurado pela Draco do mesmo grupo é Danilo Dias, que controla os negócios da milícia em Nova Iguaçu e Seropédica. Danilo quase foi preso e deixou um arsenal para trás na fuga."Chegamos ao local através de um Disque-Denúncia. Além das armas, achamos anotações da contabilidade da quadrilha", disse Herdy, que no comando da Draco prendeu 238 pessoas.

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