Terror em prédios com bancos

Explosões de caixas eletrônicos levam síndicos a cobrar mais segurança das instituições

Por JONATHAN FERREIRA

Os frequentes casos de ataques a caixas eletrônicos no Rio de Janeiro acenderam o sinal de alerta em síndicos de prédios onde funcionam agências bancárias. O mais recente caso ocorreu no Riachuelo, na Zona Norte, onde 10 homens armados fecharam a Rua 24 de Maio, por volta das 3h30 da madrugada de ontem, e explodiram uma agência do Bradesco. Durante a fuga, houve troca de tiros entre os assaltantes e policiais militares, mas ninguém ficou ferido. A Defesa Civil foi acionada para avaliar a extensão dos danos, mas liberou o prédio após uma vistoria.

O titular da Delegacia de Roubos e Furtos, Hilton Alonso, disse que uma quadrilha especializada nesse tipo de crime migrou da região Sul para o Rio de Janeiro no final de 2016. "Para realizar esse tipo de ação, os criminosos recebem a ajuda de alguém que conhece a rotina do banco", alertou o delegado.

Já o Bradesco prometeu analisar um abaixo-assinado, enviado há dois meses pelos moradores dos 82 apartamentos do prédio atingido, para que a agência fechasse o acesso aos caixas automáticos mais cedo. Eles temiam justamente um ataque ao banco. "A explosão foi uma tragédia anunciada, pois já havíamos avisado ao banco sobre os riscos", reclamou o síndico Ney Lopes.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação, Leonardo Schneider, disse que essa modalidade de crime atrapalha o setor imobiliário. "Pode ser que o cliente deixe de alugar ou comprar um imóvel porque fica em cima de uma agência", avaliou.

Membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-RJ, Eduardo Biondi disse que, em caso de prejuízo estrutural ao prédio, causado por explosivos, o banco assaltado teria que arcar com as obras de reparo.

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