Frei franciscano e escritor batista consideram ataques muito graves

Por O Dia

Diante da falta de providências das autoridades de Segurança contra ataques a terreiros, a mãe de santo L. tem medo pelo que pode acontecer. "Consegui escapar ilesa. Mas não sei até quando", comenta. Ela alerta que não são apenas seus irmãos de religião que estão em risco. "É bom que as pessoas não se iludam: ninguém está a salvo. Nem as religiões afro, nem os budistas, nem Seicho-No-ie, nem os católicos... ninguém. Se esses grupos quiserem invadir os templos com picaretas e destruir tudo, vão conseguir".

O frei franciscano David Raimundo dos Santos diz que são frequentes as invasões e ataques a igrejas católicas no Brasil, mas nada tão grave como o que está acontecendo com terreiros. "É preciso que esse tipo de ação seja enquadrada na lei como crime hediondo e terrorismo", defende. Uma petição nesse sentido será encaminhada à Justiça pela Educafro, entidade educacional que coordena. Também o escritor Anderson França, que é batista, se mostra preocupado. "É perigosa a utilização do discurso cristão para oprimir outras religiões. Existe o uso político que estabelece hierarquia de poder através de algumas igrejas neopentecostais".

Para L., os terreiros uniram os adeptos da religião. Ela esteve na passeata contra a intolerância. "Parece que o povo de santo acordou".

Comentários

Últimas de Rio De Janeiro