Comerciante nega pressão do tráfico na alta do gás

Por O Dia

Moradores têm reclamado do preço do gás na Rocinha, o mais alto do Rio. Além disso, mototaxistas têm cobrado taxas extras de entrega. Na favela só existe um depósito de gás, de propriedade de Waldemar do Gás, que tentou se candidatar em 2014 a deputado estadual, sem sucesso.

O gerente do depósito de Waldemar, Antônio Rodrigues, disse que o gás aumentou de R$ 81,20 para R$ 91,80 no início do mês, após reajuste da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O acréscimo, superior à taxa da ANP, foi o quarto consecutivo este ano no depósito. Indagado se traficantes recolhem taxas das vendas, Rodrigues negou. "A gente tem evitado ir a vielas onde há confrontos. Pode ocorrer de alguém cobrar a entrega em locais mais distantes. Mas o gás não aumentou essa semana", disse.

Ainda segundo o gerente, o gás é caro pois a taxa de preço é livre. "É igual a gasolina. Cada posto tem seu preço", afirmou.

O delegado da Rocinha, Antônio Ricardo, disse que "não há indícios de que traficantes tenham elevado o preço do botijão". Segundo a ANP, o preço de um botijão no Rio custa em média R$ 56.

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