Caxias terá sua 'Ceasa'

Projeto da prefeitura promete superar o de Irajá e ser o maior da América Latina

Por O Dia

Em um terreno de 550 mil metros quadrados, na Rodovia Washington Luiz, entre os bairros Campos Elíseos e Jardim Gramacho, a Prefeitura de Duque de Caxias vai construir sua própria Ceasa. O custo previsto é de R$ 700 milhões. "Queremos criar a maior unidade da América Latina. A localização é vantajosa, em uma rodovia que é passagem para quem vem de todas as regiões", explicou o prefeito Washington Reis sobre o terreno, recém adquirido do Governo Federal. O empreendimento deve gerar 20 mil empregos diretos e indiretos.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, responsável pela Ceasa-RJ, disse que o projeto é uma ação independente do município e que não pretende criar uma nova unidade. Já o presidente da Ceasa-RJ, Aguinaldo Balon, afirmou, em nota, que o novo empreendimento não tem envolvimento com a Ceasa.

De acordo com o prefeito de Caxias, o novo projeto pode superar a atividade da atual sede, em Irajá, além das outras unidades do estado. "A Ceasa é pequena perto do que pretendemos aqui. Vamos oferecer infraestrutura melhor, numa construção maior, com aluguéis, condomínios e prêmios de seguro mais baratos. Vamos atrair com incentivos. A vinda será por adesão e não por imposição", defendeu Washington Reis.

As obras devem durar um ano e dois meses. Um dos atrativos da estrutura promete ser a segurança: "Queremos tudo monitorado, sem violência no entorno. Isso vai contribuir para que o projeto fique de pé e beneficie a todos", disse o prefeito, que pretende atrair grandes empresas para Duque de Caxias. "O mercado está empolgado, vai ser o maior empreendimento do estado do Rio", assegurou Reis.

A sede da Ceasa, em Irajá, é a segunda maior da América Latina, fundada em 1974. A estrutura abriga mais de 600 comerciantes e tem cerca de 2.500 produtores cadastrados, com 50 mil pessoas circulando no espaço diariamente. Além disso, a Ceasa conta com unidades em São Gonçalo, Nova Friburgo, Paty do Alferes, São José de Ubá e Itaocara. Juntas, elas comercializam mais de dois milhões de toneladas de alimentos por dia com dois mil produtores.

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