Rocinha tem faixas de supostos traficantes

PMs recolhem avisos sobre redução de preços do botijão de gás na comunidade

Por LEANDRO EIRÓ

Policiais militares retiraram ontem faixas produzidas por supostos traficantes e espalhadas pela Rocinha. O aviso afirmava que os preços abusivos do "gás, água, carvão e outros" eram ordem do grupo de criminosos chefiado pelo traficante Nem e que a atual "administração" reduziria esses valores.

Segundo a faixa, o botijão de gás na comunidade seria vendido a R$ 75. Moradores denunciaram que o produto chegou a ser vendido por mais de R$ 100 após o início dos confrontos pela disputa do controle do tráfico de drogas na comunidade.

Desde a madrugada de sexta-feira sem as Forças Armadas na Rocinha, a PM informou que o policiamento na comunidade está a cargo de 500 homens da corporação que circulam com carros e motocicletas, e montam 15 pontos de cerco e 14 pontos de contenção, além do patrulhamento das tropas especiais (Bope e Choque). Alguns moradores, contudo, alegam que bandidos armados voltaram a circular na favela e a vender drogas. Não foram registrados tiroteios ontem, até o início da noite.

A Justiça decretou a prisão dos sete suspeitos de torturar dois jovens por quase uma hora na quinta-feria, na Rocinha. As vítimas foram salvas por fuzileiros navais que patrulhavam o local. O mandado de prisão contra um deles, Carlos Alexandre Camelo da Costa, foi cumprido ontem no Hospital Miguel Couto, na Gávea. Ele estava internado desde sexta após levar facadas de um homem que se diz pai de uma das vítimas da tortura. O guardião de piscina Fabrício Costa Manhães se entregou aos policiais na Rocinha, na sexta, ao ser perseguido por homens após esfaquear Carlos Alexandre. Fabrício responderá pelo crime de lesão corporal, em liberdade, conforme decisão judicial.

Os sete suspeitos de tortura, segundo as investigações, pertenceriam a uma das facções que disputam o controle de tráfico de drogas na comunidade.

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