Um retrato do país no Cosme e Damião

Por O Dia

Quarta-feira foi Dia de São Cosme e São Damião. Ao distribuir saquinhos de doces por Vila Isabel, percebi como a miséria de nosso povo aumenta a cada dia. Aquelas crianças de carinha suja, com olhares famintos e pedintes esperando com total educação a sua vez. E eram muitas espalhadas por tantas ruas que passei. Sozinhas ou acompanhadas de mães com crianças ainda de colo e com outras já crescendo em seus ventres. A impressão que se tem é que a vida é coisa banal, com regras fáceis de entender e assimilar. No entanto, essa vida mais do que real passa distante de tantos olhos, portas, fórmulas e teoremas para tanta gente nesse país. São milhões de desempregados, são milhões de rejeitados vivendo na penúria por esse Brasil de Deus, aguardando por um milagre que não chega nunca. E não existem projetos alternativos, programas sociais ou ações imediatas para que se vislumbre uma saída, um futuro. Somente conversa fiada, promessas que não saem do papel.

Heitor Carlos Ramos Alves

Vila Isabel

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