01 de janeiro de 1970
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Defesa de Dilma quer anular processo de impeachment

Por O Dia

A defesa da ex-presidente da República Dilma Rousseff afirmou ontem que vai utilizar a delação do corretor Lúcio Funaro, divulgada na última sexta-feira, para pedir a anulação do processo que resultou em impeachment no ano passado.

Em nota, o advogado da petista, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, afirmou que o depoimento de Funaro mostra que "o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment". "Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito, o Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito, determinando a anulação do impeachment de Dilma, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade", diz a nota.

Em um dos depoimentos de sua delação premiada, Funaro contou que repassou R$ 1 milhão para Eduardo Cunha comprar votos. "Quando foi aprovar no plenário, ele (Cunha) achava que já estava ganho, mas queria garantir de qualquer jeito que ela seria afastada esses 180 dias", contou Funaro. "Cunha me pergunta se eu tinha disponibilidade de dinheiro, (para) que ele pudesse ter algum recurso disponível para comprar algum voto ali favorável ao impeachment. E eu falei que ele podia contar com até R$ 1 milhão e que eu liquidaria isso em duas semanas, no máximo."

Questionado se Cunha teria dito expressamente que o dinheiro seria usado para comprar votos, Funaro confirmou: "Comprar votos. Exatamente."