01 de janeiro de 1970
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Onde entram as multas e a educação?

Por O Dia

De janeiro a setembro deste ano, o Detran-RJ contabilizou pouco mais de dois milhões de multas, e mais da metade foi por velocidade. Por que elas não 'curam' as síndromes no trânsito? Os especialistas ouvidos pelo DIA destacam a importância da educação continuada. "A infração é uma espécie de castigo eficaz; porém, em transtornos do comportamento, que envolvem sofrimento psicológico, é mais importante educar do que punir. O pensamento moderno mundial não é de punir, é de ensinar!", frisa o psiquiatra Jorge Jaber.

Luiz Gustavo Campos concorda. "Muito já se falou sobre educação para o trânsito nas escolas. É um caminho. Melhoria na formação de futuros condutores também é discussão antiga e tem avançado", explica. O diretor da Perkons dá uma sugestão: "A obrigatoriedade do uso de simuladores de condução nas autoescolas. Trânsito e educação para ele deve ser assunto diário, em casa, na escola, nas empresas, no almoço e no jantar", ressalta.

Esta semana, o Contran liberou o pagamento de multas no cartão. Campos e Armando de Souza, da OAB, não creem que a novidade estimule maus motoristas. Jaber pontua: "Se o condutor for avisado de imediato de que está sendo multado e se ele desembolsar de imediato, é um fator que não é agressivo, mas que leva a um sentimento de culpa pela perda financeira. É um fator educador que não é um castigo maior, mas faz com que a pessoa se lembre mais próximo da infração do erro cometido".