Categorias do estado fazem mobilização por pagamento de salários

Um mês após adesão do Rio à recuperação fiscal, servidores reclamam que nada mudou

Por PALOMA SAVEDRA

Já se passou mais de um mês da assinatura do acordo de recuperação fiscal do Estado do Rio com a União. Mas o funcionalismo se queixa afirmando que, de lá para cá, nada mudou. O salário de agosto, por exemplo, está atrasado para 38.607 servidores ativos, inativos e pensionistas. Pelo calendário oficial, as remunerações deveriam ter sido quitadas em 15 de setembro, quando caiu o décimo dia útil. E nesse cenário angustiante o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) volta a se articular para cobrar os pagamentos. Na próxima segunda-feira, os integrantes do grupo se reunirão novamente para definir uma agenda de mobilização.

Representantes do movimento se dizem ainda preocupados quanto ao pagamento dos próximos salários e do 13º de 2017. Eles afirmam que a redução do valor do empréstimo ao estado deixou as categorias "em alerta". A operação de crédito (que terá as ações da Cedae em contragarantia) vai render R$ 2,9 bilhões ao caixa fluminense e não mais R$ 3,5 bilhões, previstos inicialmente.

"Com ou sem Regime de Recuperação Fiscal, o estado precisa sair desse atoleiro", afirmou Ramon Carrera, um dos diretores do Sind-Justiça e integrante do Muspe.

Com o empréstimo, o estado diz que vai quitar o 13º de 2016 (é necessário R$ 1,2 bilhão líquido), horas extras da Segurança (R$ 40 milhões) e salário que tiver pendente. Antes, quando se esperava os R$ 3,5 bilhões, o governo trabalhava com a possibilidade de pagar o 13º deste ano em dezembro.

 

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