Rugas e cabelo branco: ameaças de desemprego

Por O Dia

Não é a primeira vez que se fala disso por aqui, mas agora, o simples anúncio do Sambarilove em 'Rosa Choque', título provisório da próxima da Record, outra vez faz voltar a velha questão. Com todas as letras. É curioso como a escalação de um desses veteranos, quando raramente acontece, chama tanta atenção e tem destaque até inadequado, quando deveria ser o fato mais natural dessa vida.

Aqui, na TV e no cinema, teatro menos, como prática descabida e completamente fora da realidade, ao sinal de qualquer cabelo branco ou rugas, qualquer ator ou atriz é colocado na linha do desemprego. Isto, independentemente do talento que cada um possui ou da história que construiu, quando o lógico e natural teria que ser incessante a busca pelos valores que expressam a vida real, composta por pessoas das mais diferentes faixas de idade. Como qualificar, por exemplo, as participações de Betty Faria e Othon Bastos em 'A Força do Querer'? Ou ter a segurança que filmes de Jack Nicholson, Al Pacino, Meryl Streep, Anthony Hopkins, entre tantos, são sempre significados de qualidade?

Nada justifica a imensa quantidade de talentos excluídos da televisão, e por aí se incluem Globo, Record e SBT, só porque atravessaram certa faixa de idade.

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