Shows, CDs e projetos aos 80 anos

O aniversariante Roberto Menescal tem convidados em show do CCBB e em programa do Canal Brasil

Por RICARDO SCHOTT

Tem projeto novo de Roberto Menescal vindo aí. Não, calma, são vários projetos - o compositor, que faz 80 anos no dia 25, não se contenta com pouco. Ele comemora com o ciclo de shows 'Dia de Luz, Festa de Sol', que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil quinta (ao lado de Fernanda Takai e Marcos Valle), sexta (com Leo Gandelman, Lula Galvão e Cris Delanno) e sábado (Zélia Duncan, Danilo Caymmi e Wanda Sá).

Mas tem também 'Roberto Menescal - 80 Anos', programa do Canal Brasil (exibido sábado 18h e no dia 27 às 10h), em que sua trajetória é contada com convidados (Danilo Caymmi, Lenine, Ney Matogrosso) e sucessos. Vêm por aí o CD 'Bossa nova meets The Beatles', com músicas dos ingleses no ritmo carioca, um disco com músicas feitas ao lado do letrista Abel Silva e, para 2018, Leila Pinheiro solta um CD só com músicas de Menescal. Que ainda compõe para um disco do grupo de seu filho Marcio, o Bossacucanova.

"Meu filho disse: 'Quero tudo inédito, hein?'", brinca. "Num instante eu faço, deixa eu acabar o projeto do CCBB. Fiz 130 arranjos, 60 e tantos dias de trabalho. Já a Leila Pinheiro me trouxe coisas que nem lembrava mais. Tive até que verificar: 'Deixa eu ver se essa música é minha mesmo'".

Menescal conheceu o mercado fonográfico como compositor, músico (desde a época das festas de bossa no apartamento de Nara Leão), produtor (trabalhou na Philips, hoje Universal, desde os anos 1960). Hoje, além disso, e de continuar compondo e lançando nomes, desempenha o papel de testemunha de toda essa época, em entrevistas para livros e filmes.

"Sobrou muito pouca gente da época da bossa nova, né?", brinca. "Tem o Donato, mas ele fala pouco, o lance dele é mais música. Mas sempre sou procurado para falar, e tem os projetos que aparecem. Tem hora que pareço a Ivete Sangalo, por causa de tanta coisa que surge para fazer", conta o músico, que nunca trabalhou com a baiana. "Eu a vi cantando uma vez e fui lá, dei os parabéns. Não fico escolhendo com quem vou trabalhar, mas se chegar até mim, quero".

BOSSA POP-ROCK

Como produtor da Philips, Menescal lançou Arnaldo Baptista (o solo 'Lóki?', que produziu em 1974) e Raul Seixas (que contratou). Xuxa e Capital Inicial também foram lançamentos do co-autor de 'O Barquinho' (feita com seu parceiro mais contante na bossa, Ronaldo Bôscoli).

"A gravadora não queria lançá-la. Fiz o primeiro disco dela ('Xuxa e Seus Amigos', de 1985) sem verba. Peguei fonogramas como 'O Leãozinho', do Caetano Veloso, e incluí a voz dela. Sabia que ela iria para a Globo, não quis perder essa", conta Menescal, que ficou tão irritado com o descaso da companhia, que liberou a apresentadora do contrato. "Falei até que a gravadora não merecia ela".

Já o grupo de Dinho Ouro Preto chegou até ele por um produtor de São Paulo. "Gostei da banda e quis gravar. Adorava aquele hit deles ('Música Urbana') e sugeri até botar metais. Acho que eles nem gostaram muito na época. E deu certo!", conta.

Galeria de Fotos

Roberto Menescal estreia programa no Canal Brasil com convidados Juliana Torres/Divulgação
Roberto Menescal estreia programa no Canal Brasil com convidados Juliana Torres/Divulgação

Comentários

Últimas de Diversão