Mais de R$ 111 milhões à espera de trabalhadores

Cerca de 159 mil têm direito ao abono do PIS/Pasep de 2015 no Rio e não sacaram

Por MARTHA IMENES

Mais de R$ 111 milhões estão parados no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal à espera de saque no Rio de Janeiro. O dinheiro é referente ao abono salarial do PIS/Pasep do ano-base 2015 de 159 mil beneficiados no estado. E o número dispara quando se leva em conta o que está parado em todo país: o montante passa de R$ 1 bilhão para aproximadamente 1,46 milhão de trabalhadores e servidores que têm direito ao abono. O prazo final é 28 de dezembro e não haverá nova prorrogação para retirada do valor, que varia de R$ 79 a R$ 937.

De acordo com informações do Ministério do Trabalho, pasta comandada por Ronaldo Nogueira, metade de todo esse dinheiro está no Sudeste, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O chefe de divisão do Abono Salarial do ministério, Márcio Ubiratan, lembra que esse recurso é dos trabalhadores, e aconselha as pessoas a verificarem se têm direito ao saque do benefício.

"Nós disponibilizamos no site do Ministério do Trabalho a lista com os nomes de todos os trabalhadores com direito ao abono de 2015 e que ainda não sacaram o dinheiro. O trabalhador pode consultar essa lista. Se o nome dele estiver lá, basta dirigir-se ao banco e fazer o saque", orienta.

A consulta deve ser feita clicando em um banner na parte superior do portal do Ministério do Trabalho (www.trabalho.gov.br) ou diretamente no link https://trabalho.gov.br/abono-salarial/consulta-abono-salarial.

É necessário ter em mãos o número do PIS/Pasep ou do CPF e informar a data de nascimento. Também é possível descobrir sobre o benefício procurando as agências bancárias. Trabalhadores da iniciativa privada recebem na Caixa. Servidores públicos, no Banco do Brasil.

QUEM PODE RETIRAR

Para ter direito ao abono é necessário haver trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2015 com remuneração média de até dois salários mínimos no período trabalhado. Além disso, o trabalhador tinha de estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor que cada trabalhador tem para receber é proporcional à quantidade de meses trabalhados formalmente no ano-base. O volume já retirado, contando todo o calendário de pagamento, chega a R$ 15,99 bilhões.

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Ronaldo Nogueira: Sudeste é a região que mais concentra a maior parte de recursos do PIS/Pasep Agência Brasil
Ministro Ronaldo Nogueira: maior parte dos recursos do abono está concentrada na Região Sudeste Marcelo Camargo/Agência Brasil

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