Regra de bandeiras poderá mudar e luz ficará mais cara

Por O Dia

A permanência de um quadro de chuvas fracas e os reservatórios com níveis baixos preocupam o governo e já provocam reavaliação da metodologia de acionamento das bandeiras tarifárias, que aumenta o preço cobrado pela energia no momento em que as usinas termoelétricas são ativadas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve discutir o assunto em reunião marcada para hoje. Uma das opções na mesa é a revisão do sistema, acarretando em aumento do valor final da conta de luz para os consumidores.

O diretor geral da Aneel, Romeu Rufino, admite que vai abrir uma audiência pública para reavaliar o instrumento da bandeira tarifária. Segundo ele, isso poderia evitar uma bandeira verde como a observada em meados do ano, quando já se esperava uma hidrologia desfavorável durante o período seco e um forte consumo dos reservatórios. A nova metodologia que elevará o valor das contas, disse ele, deve entrar em vigor no ano que vem.

A manutenção do quadro, como o observado até este mês, deve levar o país a ter que arcar mais uma vez a bandeira vermelha de patamar dois, que adiciona R$ 3,50 à conta de luz a cada 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos em novembro.

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