Espanha fecha treino para evitar protestos

Dirigentes proíbem torcida, que ataca atletas catalães, especialmente Piqué

Por O Dia

Os jogadores da seleção espanhola se dizem concentrados no jogo contra a Albânia, sexta-feira, pelas Eliminatórias da Copa de 2018, mas demonstram tensão quando precisam falar de Piqué, que manifesta publicamente sua posição a favor da independência da Catalunha. Na segunda-feira, o zagueiro do Barcelona foi recebido com vaias e xingamentos no primeiro dia de treinos. Ontem, para evitar problemas, os dirigentes fecharam as portas para os torcedores.

"Vemos Piqué como sempre, com o compromisso de sempre e a mesma alegria dentro do vestiário. Nos entristece porque viemos aqui para jogar futebol, não para falar da vida de ninguém", disse o meia Thiago Alcântara.

"É um prazer estar na seleção pelos méritos esportivos de cada um. Nos incomoda um pouco não podermos falar, não ficarmos cômodos de falar sobre Albânia e Israel, que é o fundamental para nós agora", completou.

Nesta terça, tanto Piqué quanto os outros jogadores catalães, como Jordi Alba e Busquets, treinaram normalmente, apesar da expectativa criada da greve na Catalunha em resposta às ações policiais.

"Cansa o mesmo tema de sempre, falar da mesma coisa. Mas somos profissionais e pensamos que o que temos que fazer é jogar futebol", disse o madrileno Koke, que insistiu que existe bom ambiente na seleção: "O ambiente no vestiário é o mesmo de sempre. Estamos concentrados no jogo importante contra Albânia. Queremos vencer e quase selar nossa classificação", acrescentou o apoiador do Atlético de Madrid.

Comentários

Últimas de Esporte