A GANÂNCIA MATA

Por O Dia

Concebida para ser a competição nobre do calendário da CBF, o Campeonato Brasileiro se afoga no mar de interesses que sufoca o futebol. O ano segue tendo 365 dias e a cada virada enfiam novas competições ou alongam as existentes. Férias de 30 dias, pré-temporada, Estaduais, Copa do Brasil, Primeira Liga, Liga do Nordeste, Copa Verde, Sul-Americana, Libertadores, desculpe se esqueci alguma. Peguem isso tudo e enfiem num ano de Copa e imagine a vida dos treinadores. Nenhum deles abre dizendo que seu clube vai brigar pelo título de campeão brasileiro. Falam em vaga para Libertadores como meta a ser alcançada, apostam nas competições de tiro curto para tentar uma taça e salvar a pele. O resultado é o baixo nível técnico e torcedores entediados. Não se vê o presidente Marco Polo del Nero ou qualquer outro dirigente da CBF presente num estádio. Da entidade máxima, só Tite (foto) e, assim mesmo, por dever de oficio.

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