Mente sã e corpo são no Fla

Time aproveita período sem jogos para tentar curar as dores físicas e psicológicas

Por O Dia

Recarregar as energias, superar o trauma da perda da Copa do Brasil para o Cruzeiro e encontrar soluções para os problemas do Flamengo. A lista de tarefas da comissão técnica para o maior período sem jogos desde a chegada de Reinaldo Rueda ao clube aponta para um objetivo: restabelecer o equilíbrio entre mente e corpo, com meta de se classificar à Libertadores de 2018 pelo Campeonato Brasileiro, ou pela Copa Sul-Americana.

O elenco se reapresenta hoje, no Ninho do Urubu. Serão sete sessões de treinamento, além das folgas de ontem e de domingo, até o Fla-Flu do dia 12, pelo Brasileiro. O comando do futebol rubro-negro espera que, embora curto, o tempo seja mais do que suficiente para curar as dores físicas e psicológicas.

Antes, Rueda só havia tido uma semana sem jogo, depois da queda da Primeira Liga, diante do Paraná. Os jogadores descansaram dois dias e treinaram nos outros cinco.

No desembarque, ontem de manhã, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o abatimento era aparente. A derrota para a Ponte Preta agravou a frustração sentida pela perda da Copa do Brasil. Uma carga que, somada à decepção da eliminação precoce da Libertadores, torna pesada a bagagem do Flamengo em 2017.

O Rubro-Negro é o sétimo na tabela do Brasileiro. Como o Cruzeiro está no G-6, a colocação do time de Rueda, hoje, o classificaria à pré-Libertadores. Há ainda uma discreta gordura de cinco pontos em relação ao Atlético-PR, oitavo na classificação.

O primeiro jogo das quartas de final da Sul-Americana, contra Fluminense, acontece dia 25. Porém, mesmo que o time alimente sonho da quebrar os 18 anos de jejum de títulos internacionais, o vice na Copa do Brasil ensinou que o caminho do Brasileiro, atualmente, é mais simples do que qualquer atalho.

POUCO A DIZER, MUITO A FAZER

O capitão Réver seguiu a linha de Reinaldo Rueda. Assim como o treinador colombiano, o zagueiro pregou poucas palavras e muito trabalho para que a crise seja superada. Pela segunda vez no ano, o Flamengo tenta juntar os cacos. A primeira foi depois da eliminação da Libertadores. O fracasso perseguiu Zé Ricardo, demitido três meses depois.

"Não pode achar que está tudo errado, até porque a gente vem sofrendo com algumas situações, nós temos dominado as partidas e infelizmente não estamos conseguindo fazer os gols. Acredito que esse vem sendo o fator principal para que a gente não esteja vencendo os jogos. Temos que trabalhar mais durante a semana e pensar no próximo jogo", afirmou Réver, após desembarcar no Galeão.

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