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Carlos Arthur Nuzman renunciou ontem à presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB) depois de 22 anos no cargo. A renúncia do dirigente que está preso em Benfica , foi comunicada aos presidentes das confederações olímpicas brasileiras durante assembleia extraordinária na sede do COB, na Barra da Tijuca, por meio da leitura de uma carta assinada por Nuzman.

No documento, entregue por um dos seus advogados, Sergio Mazzillio, Nuzman alega inocência e diz que se dedicará inteiramente à sua defesa. Ele é suspeito de atuar num esquema de compra de votos para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016.

"Venho, pela presente, reiterar os termos de minha correspondência, datada de 6 de outubro de 2017, em especial a minha completa exoneração de qualquer responsabilidade pelos atos a mim injustamente imputados, os quais serão devidamente combatidos pelos meios legais adequados", destaca o documento.

Não haverá nova eleição, e Paulo Wanderley assume o cargo até o fim do mandato, em 2020. O estatuto da entidade deve ser reformulado.

Ex- atletas, dirigentes e pessoas ligadas à Federação de Tênis de Estado do Rio protestaram na porta do COB. Eles pedem direito de voto para os atletas e convocação de novas eleições na entidade.

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