Fla encara batalha por Guerrero

Diretoria rubro-negra vê assédio pelo atacante peruano crescer, mas acredita que ele renovará o contrato com o clube

Por Vitor Machado

O Flamengo já acenou a Guerrero com o desejo de renovar o contrato. Pelas primeiras conversas, o desejo da diretoria é compartilhado pelo centroavante. As tratativas devem ser retomadas em novembro. Como o atual vínculo termina em 10 de agosto 2018, o camisa 9 poderá assinar com outro clube a partir de fevereiro. Ontem, veio da Argentina a notícia de que o River Plate pretende procurar o jogador peruano. O diretor de futebol rubro-negro, Rodrigo Caetano, se mostra confiante. "Ele tem interesse de ficar, e nós, de que ele fique. Acho que vai ficar", afirmou o dirigente.

Guerrero tem sido alvo de assédio de clubes de várias partes de mundo. Jornais estrangeiros já noticiaram o interesse de mercados como o chinês e o espanhol, além de clubes sul-americanos, como Boca Juniors, além do River.

Segundo o canal esportivo argentino 'TyC Sports', Guerrero é objeto de desejo do técnico Gallardo, do River. Ainda de acordo com o veículo, o peruano seria o plano B do treinador, que indicara primeiro Darío Cvitanich, do Banfield. Este clube, porém, pediu US$ 10 milhões (R$ 31 milhões).

PROBLEMAS À VISTA

O Flamengo pode ter que passar mais dias do que esperava sem Guerrero. O técnico da seleção peruana, Ricardo Gareca, pretende seguir com o grupo para a Nova Zelândia dez dias antes do jogo de ida de 6 de novembro, contra os anfitriões, pela repescagem das Eliminatórias da Copa. A informação é do site El Bocón. A delegação embarcaria entre 26 e 27 deste mês.

A viagem, que pode durar de 23 a 30 horas, e o fuso-horário de 17 horas são os principais argumentos de Gareca. A tendência é que a diretoria rubro-negra só libere Guerrero na data estipulada pela Fifa.

Nesse caso, o atacante desfalcaria o time contra Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Coritiba, já que só retornaria após o jogo de volta no Peru, dia 14. Se atender ao pedido de Gareca, o Rubro-Negro ficará sem o atacante também contra o Vasco, pelo Brasileiro, e na segunda partida das quartas de final da Sul-Americana, diante do Fluminense.

TIME ESTÁ DEVENDO À TORCIDA

O empate em 1 a 1 com o Fluminense, após dez dias sem jogar, deixou ainda mais intensa a luz de alerta acesa no Flamengo. Em sétimo no Brasileiro, o time corre risco de perder a concorrência por uma vaga na Libertadores caso não suba logo de produção. No outro caminho possível, da Sul-Americana, só o título leva à principal competição do continente.

Segundo Cuéllar, o grupo está devendo à torcida. "A diretoria faz tudo certo. Dá as ferramentas de trabalho, mas infelizmente os resultados não vêm. Eu me sinto em falta com a torcida, porque eles sempre nos apoiam. Nos sentimos frustrados", disse o volante colombiano.

De acordo com o jogador, as cobranças internas têm acontecido: "Tivemos a conversa, sim, de que nem tudo está certo. O trabalho é bem feito por jogadores, pela diretoria e pelas condições de trabalho que os caras dão para nós. Mas algo está errado. Queremos mais uma conquista para nós e para essa grande torcida, que é a maior do mundo. Temos que melhorar no Brasileiro e procurar ganhar a Sul-Americana."

Comentários

Últimas de Esporte