Trauma do Flu contra o Fla, outro forte adversário

Mais do que lutar por vaga na semifinal da Sul-Americana, Tricolor precisa encerrar jejum de oito jogos sem vitória sobre o rival

Por HUGO PERRUSO

Abel pensa em como escalar o Flu para os jogos contra Bahia, domingo, e Flamengo, quarta
Abel pensa em como escalar o Flu para os jogos contra Bahia, domingo, e Flamengo, quarta - NELSON PEREZ/FLUMINENSE

Na prática, a missão do Fluminense não é das mais difíceis. Basta fazer 2 a 1 que se classificará à semifinal da Copa Sul-Americana. O problema é justamente vencer um clássico, principalmente contra o Flamengo, um problema crônico dos últimos anos. Historicamente um duelo equilibrado, o Fla-Flu ganhou o domínio rubro-negro recentemente e os tricolores precisarão superar um trauma que não é de apenas desta temporada.

Sem ter vencido o maior rival nos sete confrontos em 2017 (foram quatro empates e três derrotas), o Fluminense sabe que o problema é maior. Nos últimos cinco anos, foram apenas quatro vitórias e dez derrotas em 20 Fla-Flus. Número que não condiz com a tradição e a grande rivalidade entre os dois clubes.

Apesar do retrospecto desfavorável, ainda há a confiança de acabar com o jejum de oito duelos sem vencer (a última vez foi no primeiro turno do Brasileiro de 2016).

"Todos os jogos foram difíceis. Se você perguntar, com certeza eles vão dizer que estão enfrentando páreo duro. Quem sabe a vitória venha na hora certa, com a classificação? Ainda está em aberto", disse Henrique Dourado.

Sem perder a confiança, o Fluminense tem na final do Estadual um exemplo do que fazer e do que evitar. A situação é parecida com a de agora, com derrota na ida, por 1 a 0, também gol de Everton. Mesmo em desvantagem, o Tricolor marcou no início, mas bobeou no fim e levou a virada. Mas Abel discorda.

"Não vejo semelhança. Meu time era outro, com Wellington e Richarlison. Quem jogava contra nós se preocupava com eles. Era uma equipe de transição muito mais rápida", analisou.

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