Atriz Maria Bopp diz que já tira de letra cenas de sexo e nudez

Por O Dia

Maria Bopp em 'Me Chama de Bruna' 2Divulgação

Rio - "Não é uma série de putaria. Não é uma série de sexo. É uma série sobre a condição humana e, principalmente, sobre a condição feminina", defende Zico Góes diretor de conteúdo da FOX Networks Group Brasil sobre a série '#MeChamaDeBruna', que estreia seus oito episódios da segunda temporada a partir de domingo, dia 22, às 22h45, no canal FOX Premium 1. Protagonizada por Maria Bopp (Raquel Pacheco/Bruna Surfistinha), a produção também traz Maitê Proença, como Miranda, uma jornalista que terá um caso gay com a protagonista.

TRAMA

Inspirada na vida real de Raquel Pacheco/Bruna Surfistinha, a primeira temporada da produção mostrou a garota em busca de independência e liberdade. Nessa segunda, isso tudo agora já está conquistado. "Nessa temporada, a gente acompanha a busca da Bruna por mais, seja para entrar na Paradise, uma casa de prostituição de luxo. Ou então no sonho dela com a fama. Ela quer preencher um buraco que a gente vai descobrir, ao longo da temporada, que é um pouco mais fundo do que só ser famosa e ter dinheiro", explica Maria Bopp, a estrela da produção, que já tem a terceira temporada sendo desenvolvida.

SEXO E NUDEZ

Para Maria, a personagem não é fácil pela questão óbvia do sexo e da exposição do corpo. Mas ela garante que tira tudo de letra, pois afirma que isso já é um "território conquistado" na primeira temporada. "Me sinto muito à vontade em cenas de sexo e nudez. Óbvio que existe ainda uma preocupação ainda, um cuidado do diretor, mas o Octavio (Scopellitti, que divide a direção com Pedro Amorim) foi muito parceiro. Nessa segunda temporada, ela tem uma carga dramática imensa", conta a atriz, que para dar conta das sequências mais tensas teve dois meses de preparação. "A série vai em um crescente. A temporada começa de um jeito e termina de outro completamente diferente", frisa.

Maria Bopp em 'Me Chama de Bruna' 2Divulgação

DUALIDADE

Ainda nesta edição, entre os destaques estarão os atores Gabriel Godoy (Marcelo) e Maitê Proença (Miranda). "O personagem Marcelo (Godoy) é daquele tipo que começa como potencial cliente, mas para a Bruna ele é mais do que isso. Esse personagem ao longo da série representa o lado Raquel da Bruna. O Marcelo representa um resgate nesse lado sentimental dela, o lado mais menina, de uma adolescente que quer simplesmente se apaixonar por um cara e viver essa história", explica Maria.

Já Miranda é o outro lado da balança e personalidade da personagem de Maria. "A Miranda representa a Bruna Surfistinha chamando ela: 'Vem para cá, para fama, vem que eu te mostro, talvez tenha que abandonar um pouco a Raquel para deixar a Bruna Surfistinha aparecer e brilhar'. Então, ela é enfrentada por esses dois personagens de maneira bem contraditória", acrescenta.

PRAZER MASCULINO

Maria reforça que fazer uma série sobre prostituição é muito complicado porque a preocupação de todos os envolvidos nessa produção é "não ser uma série para o puro prazer masculino". "Acho que uma série como essa serve para mostrar mulheres diversas com seus corpos reais. Temos mulher trans, mulheres negras, gordas, de todos os tamanhos, não só mulheres com corpo padrão para satisfazer um público machista. Sim, acho que a segunda temporada vem para atingir públicos maiores também por causa desse posicionamento", salienta a atriz.

MAITÊ PROENÇA

Em seu primeiro grande papel de destaque na TV depois de 37 anos na Globo, Maitê Proença conta que gostou muito do roteiro quando leu. "Comecei a conversar com eles para ver como nós iríamos fazer as cenas, como seria dirigido, como seriam tratadas as cenas, chegamos a um acordo. Foi tudo muito elegante a forma como a gente tratou a relação dos personagens", comemora.

Quando questionada se teve problemas com as cenas de nudez, a atriz foi categórica. "Não houve nada explícito na forma de fazer as cenas. Elas todas foram feitas na medida do necessário. Sugerindo em vez de mostrando o que não é necessário", salienta. Sobre o atual momento profissional, sem contrato fixo com a Globo, ela garante estar bem. "Estou fazendo só o que eu quero. Você ganha menos (risos). Às vezes, não ganha nada. Não tem ninguém me dizendo (o que fazer). São vários sapos a menos que se engole. E isso traz saúde", vibra.

 

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