Fogo volta a matar na Península Ibérica

Pelo menos 39 pessoas morreram em incêndios em Portugal e na Espanha. Número ainda vai subir

Por O Dia

Em Vila Nova, pouco sobrou da casa e do carro: destruição e medo
Em Vila Nova, pouco sobrou da casa e do carro: destruição e medo - AFP/Francisco LEONG

Trinta e nove pessoas morreram nos incêndios florestais que continuavam a atingir Portugal e a região vizinha da Galícia, na Espanha, após vários meses de seca e a passagem do Furacão Ophelia. "Ainda há lugares aonde os serviços de emergência não chegaram, portanto o balanço é provisório", afirmou a porta-voz da Defesa Civil portuguesa, Patricia Gaspar. Entre as vítimas confirmadas há um bebê de um mês, acrescentou. Os incêndios também deixaram 63 feridos, entre os quais 16 estão em estado grave.

Cerca de 3.000 bombeiros trabalham em todo o país para tentar apagar os incêndios, mas mais de 30 de focos continuavam ativos, e um número indeterminado de povoados permaneciam sob a ameaça das chamas. Na Galícia, as autoridades contabilizam uma quinzena de focos ativos potencialmente perigosos.

As autoridades de Portugal e da Espanha esperam que a chuva e a queda das temperaturas previstas ajudem a deter as chamas. O fogo foi propagado por rajadas de vento de até 90 km/h provocadas pelo Furacão Ophelia, que avançava pelo norte da costa espanhola em direção à Irlanda.

"A maioria das vítimas morreu em seus carros, mas também encontramos vítimas no interior de suas casas", explicou o prefeito de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino."Toda a cidade parecia uma bola de fogo, rodeada pelas chamas por todos os lados."

Dor quatro meses depois

Portugal registrou 524 incêndios no domingo, algo inédito desde 2006, ressaltou o primeiro-ministro Antonio Costa. Em junho, o país enfrentou o incêndio mais mortal da história, que deixou 64 mortos e mais de 250 feridos perto de Pedrógão Grande, no centro do país. Entre o início de janeiro e o final de setembro, quase 216 mil hectares de vegetação foram queimados.

Galeria de Fotos

Em Vila Nova, pouco sobrou da casa e do carro: destruição e medo AFP/Francisco LEONG

Comentários

Últimas de Mundo & Ciência