Acordamos para negociar!

Por O Dia

No dia a dia, desde o primeiro encontro interpessoal, estamos negociando. Quem leva os filhos na escola? Quem lava a louça do café da manhã? Quem passa no mercado na volta do trabalho? Quem vai trocar a lâmpada? O filho pode ou não estudar na casa do amigo depois da aula? Quantas horas a criança pode usar o computador ou ver programas de televisão? Em meios a tantas indagações, uma atitude em comum: precisamos negociar.

Manter a relação é o mais importante. Então, ao negociar, é preciso considerar a estratégia de 'perder para ganhar', cedendo e concedendo para encontrar uma solução. Sem esquecer que pequenas concessões são consideradas 'presentes emocionais', que demonstram valorização e interesse para resolver o problema.

Na relação entre pais e filhos, nem sempre é possível ceder. O 'não', muitas das vezes, faz parte da tarefa de educar. Os pais precisam valer sua posição e se impor. Para isso, podemos embasar o argumento em algumas fontes de poder: concorrência, legitimidade, conhecimento das necessidades, identificação, precedente, capacidade persuasiva, consenso e informação. E ainda utilizar de algumas neurotáticas técnicas avançadas do neuromarketing como as forças gêmeas da 'dor' e 'prazer', fator 'porque', a escassez, razões emocionais e reciprocidade.

Exemplificar e explicar os motivos, mostrando os prós e contras (sendo estes mais impactantes), com evidências de quanto poderia perder, aflorando suas emoções e medos, e se colocando no lugar do filho e ao seu lado são alguns artifícios para o 'não' ser visto como um 'sim', apesar da negativa.

Organizar o pensamento, informações e argumentos em uma metodologia ajuda a negociar melhor ainda. Um roteiro confere as suas ideias autoridade e permite apresentar as razões de forma mais persuasiva. Ganhando 'o jogo', sem precisar suar.

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