Corregedoria na Rocinha

PM monta posto para receber denúncias de supostos abusos em operações policiais

Por RAFAEL NASCIMENTO

A Polícia Militar anunciou ontem a abertura de um posto itinerante da Corregedoria da corporação na Rocinha, enquanto moradores reclamavam de supostos abusos cometidos por policiais durante ações na comunidade. Só ontem, duas pessoas estiveram na 11ª DP (Rocinha) para registrar boletins de ocorrência, denunciando casos supostamente cometidos na parte alta da favela.

Em um dos casos, ocorrido ontem, policiais do Batalhão de Choque fizeram uma operação na Rua 1 e, segundo moradores, teriam invadido e revirado casas à procura de bandidos. A PM negou as denúncias.

"Eles (policiais) estão agindo pior que os bandidos. Não somos vagabundos. Não íamos registrar o boletim de ocorrência por medo. Mas nossos vizinhos nos encorajaram", disse ao DIA uma aposentada, de 69 anos, que foi à delegacia, com a filha, para fazer o registro.

Também ontem, o prefeito Marcelo Crivella visitou a Biblioteca Parque da Rocinha para iniciar o processo de reabertura do espaço. Ele subiu a favela da Zona Sul a pé ao lado dos secretários de Cultura do município, Nilcemar Nogueira, e do estado, André Lazaroni. "A biblioteca será reaberta em 20 dias. Quero agradecer a cooperação do (governador) Pezão e também do Secretário de Cultura André Lazaroni pelo esforço para que possamos reaver esse projeto. Estamos investindo mais de R$ 1 milhão na reabertura e vale ressaltar que ela é importantíssima pois, o que nós queremos é valorizar esse momento de paz", disse o prefeito.

À tarde, moradores encontraram um bebê abandonado em uma rua da comunidade e o entregaram a policiais da UPP. Estes levaram a criança para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e registraram a ocorrência na 11ª DP.

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