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Por conta da redução de subvenção da prefeitura, Liga resolve suspender os ensaios na Sapucaí. Dirigentes lamentam a decisão

Por GUSTAVO RIBEIRO

Uma baixa à alegria do carioca. Essa foi a avaliação de representantes das escolas do Grupo Especial sobre a suspensão dos ensaios técnicos na Sapucaí, anunciada pela Liesa. A medida foi tomada devido ao aperto financeiro enfrentado pela Liga após a redução de 50% da subvenção municipal para o Carnaval. No entanto, se a instituição conseguir patrocínio, o evento pode ser mantido.

O custo para os eventos-teste dos desfiles está entre R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. Além de serem a última chance para as agremiações fazerem ajustes, a entrada era gratuita, oportunidade que muitos cariocas tinham para ver suas escolas.

"A prefeitura está acabando com a alegria do carioca. Os ensaios técnicos eram importantes para as escolas, mas eram muito mais para o povo que não podia pagar para ir ao desfile", criticou o presidente da Mangueira, Chiquinho da Mangueira.

Ele se refere não somente à redução do subsídio, mas também ao atraso das parcelas prometidas para este ano. Conforme a prefeitura já havia divulgado, o Carnaval 2018 receberá R$ 13 milhões do município. "A primeira parcela, de julho, não foi paga, assim como agosto, setembro e já estamos em outubro", acrescentou.

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, torce para que a Liga consiga patrocinadores. "Não ter ensaio técnico é uma derrota porque ele já é o Carnaval para muita gente, além de ser tecnicamente importante para as escolas", afirmou.

A verba do governo federal também não foi concretizada até o momento. Em julho, o presidente Michel Temer foi procurado por dirigentes do Grupo Especial e garantiu que destinaria à festa cerca de R$ 13 milhões, quantia cortada pela prefeitura, mas a promessa ainda não se concretizou. "Dias depois, o ministro Moreira Franco disse que não ia ser ajuda direta do Tesouro e, sim, por empresas. Depois, surgiu a história de que seria pela Caixa Econômica através da Lei Rouanet", explicou Magalhães. "Ainda não temos nenhum cronograma para o repasse desses recursos", sinalizou o vice-presidente de Carnaval do Império Serrano, Paulo Elias.

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