Tecnologia no tratamento do câncer

Novo hospital no Méier promete ser referência e terá capacidade para seis mil consultas mensais

Por O Dia

O câncer é a segunda causa de morte por doença no Brasil, atrás apenas dos problemas cardiovasculares. E um dos motivos que mais leva o paciente a óbito é a falta ou precariedade no tratamento. Para fazer a diferença e prestar qualidade em assistência, a Fundação do Câncer, criada há 26 anos no Rio, inaugurou o Hospital Fundação do Câncer, em pleno subúrbio, no Méier, com capacidade para realizar cerca de 6 mil consultas por mês. A unidade está em processo de credenciamento no SUS e pretende atender, além dos convênios, pacientes oncológicos da rede pública.

O hospital reúne todas as fases de diagnóstico e tratamento aos adultos com equipamentos de última geração. "O paciente hoje não consegue resolver a vida dele em um único local. Ele enfrenta uma via-crúcis: faz o diagnóstico aqui, depois vai para o consultório ou posto de saúde ali e isso é muito ruim porque perde tempo de tratamento. Sem contar que os médicos e assistentes não se falam e não botam o paciente como centro. Quando você faz isso tudo num lugar só, a pessoa ganha em qualidade de vida porque o processo fica muito mais ágil e eficiente", declarou o diretor da unidade, o mastologista Carlos Frederico Lima.

Com conceito de atendimento humanizado, o prédio de 7.400 m², dividido em três andares, é todo decorado nas cores branca e lilás e, pelos corredores, nem de longe parece um hospital. Na sala de quimioterapia, por exemplo, não há divisórias. O espaço é todo aberto, separado apenas por cortinas. "Fizemos essa estrutura para dar um ar mais leve ao local. Assim o paciente faz o tratamento, conversa com quem está ao lado e se sente mais à vontade", explicou Lima. Em cada uma das 10 seções, há poltronas, TV com conexão Bluetooth, e espaço para acompanhante.

Entre as salas de exame, a de ressonância magnética, tem recursos para deixar o paciente mais confortável. Como o equipamento emite ondas que provocam barulho intenso, a pessoa utiliza um headphone ao som de uma música em ritmo lento, para acalmar. No teto, é projetada a imagem de um céu claro, também para dar sensação de tranquilidade.

Na sala ao lado, de tomografia, a tecnologia também predomina. O equipamento ultramoderno faz exames em 30 segundos. "O que mede a qualidade de um tomógrafo é a quantidade de canais. Nosso aparelho antigo tinha dois e o novo possui 128", apontou o diretor.

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