Título corpo 16 alinhado à esquerda para escrever um

Por O Dia

O comandante deixará saudade também para moradores da região, onde nasceu, foi criado e morreu. Consternados com o assassinato, muitos foram até o Hospital Salgado Filho saber o que tinha acontecido. A dona de casa Maria Pinheiro de Freitas, 65 anos, contou que tinha até o telefone e endereço do coronel para pedir ajuda quando precisava. "Ele brigava e morria pela gente. Quando uma árvore caiu minha rua e ficou dois dias sem luz, ele foi lá e deu ordem de prisão ao cara da Light que não queria religar a luz. A gente chamava e ele sempre estava a pronto. O pai do Méier era ele", disse.

Morador do bairro há 47 anos, o enfermeiro aposentado José Gouveia Filho, 67, defende que o combate à violência depende de leis mais rígidas contra criminosos. "Entra ano e sai ano, sempre temos essa insegurança. Leis temos muitas, mas não funcionam. A gente não pode ter pena de bandido, vagabundo. Perdemos um grande comandante", ressaltou.

Os moradores estão programando uma missa de Sétimo Dia para Luiz Gustavo Teixeira, que deve ser realizada na Basílica do Imaculado Coração de Maria.

Teixeira era querido também para colegas de farda e superiores. O comandante geral da PM, coronel Wolney Dias, classificou-o como um "oficial digno, comprometido e que amava muito a instituição". "O coronel Teixeira era residente aqui na área do batalhão, nasceu aqui, foi criado aqui, tinha um profundo carinho pela unidade. Tenho certeza que estava realizando um sonho profissional de comandar essa unidade. Nós sentimos muito. Tenho o coronel Teixeira como amigo dedicado e profissional exemplar muito querido por todos", homenageou Dias.

Comentários

Últimas de Rio De Janeiro