Sete pessoas foram assassinadas por hora em 2016

Por ASSINATURA REPÓRTER

Eduardo tomou medidas para evitar furtos, mas foi vítima duas vezes
Eduardo tomou medidas para evitar furtos, mas foi vítima duas vezes - .Estefan Radovicz / Agência O Dia

O que a população já sente no dia a dia, as estatísticas confirmam oficialmente: em 2016, o Brasil registrou o maior número de homicídios na sua história. Foram 61.619 mortes violentas sete pessoas assassinadas por hora, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados ontem. Isso representa um aumento de 3,8% em relação a 2015, quando ocorreram 58.870 assassinatos.

Outro dado que chama a atenção é o número de policiais mortos. Em 2016, foram 437 baixas civis e militares, no exercício do dever ou fora de serviço, com 132 registros apenas no estado do Rio de Janeiro. O total aumentou 17,5% em relação ao ano anterior.

A polícia fluminense, por sinal, é a que mais morre, mas também é a segunda que mais mata, ficando atrás apenas do Amapá. Em 2016, o país registrou 4.224 pessoas mortas em ações de policiais, um aumento de 25,8% em relação a 2015. No Rio, foram 925 mortes, um aumento de 42,7% em relação aos 645 óbitos registrados em 2015.

A pesquisa também analisou o perfil de quem mais morre: 99,3% são homens, sendo 81,8% jovens, com idades entre 12 e 29 anos, e 76,2% negros. Diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, resumiu bem o que a população pensa sobre a violência.

"São números, no mínimo, obscenos. A violência se espraiou para todos os estados", declarou Lima. Apesar da situação caótica, os governos estaduais gastaram 2,6% a menos em segurança pública, no ano passado, em um total de R$ 81 milhões. E o governo federal aparece com a maior redução: 10,3%.

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