Bandidos arrombam bancas de jornais e levam até as câmeras

Jornaleiros pedem ampliação do Centro Presente e proteção policial

Por GUSTAVO RIBEIRO

Arrombamentos de bancas de jornais de madrugada estão preocupando jornaleiros e outros comerciantes no Centro do Rio. Os ataques ocorrem, geralmente, em horários descobertos pelo Centro Presente. Jornaleiros, que denunciaram o aumento de casos em matéria publicada pelo DIA em janeiro, voltaram a sofrer roubos repetidos nas últimas semanas. Até as câmeras instaladas para evitar mais prejuízos foram furtadas.

Foi o que aconteceu com o jornaleiro Nildo dos Santos, 40 anos, que tem banca na Avenida Marechal Floriano. Em dois meses, sofreu três ataques noturnos um prejuízo superior a R$ 7 mil. Depois de se deparar com a porta arrombada duas vezes, instalou câmeras externas, mas elas foram furtadas no fim de semana passado com o ar-condicionado que ainda nem acabou de pagar. Segundo ele, oito bancas da rua foram atacadas no período.

"Os dois primeiros assaltos que sofri foram no mês passado. Fizeram a limpa. Levaram meu caixa, display de chicletes, quebraram uma vitrine de biscoitos e doces. Arrebentaram a porta com pé de cabra. Gostaríamos de ter policiais do Centro Presente à noite", pediu.

Dono de outra banca na mesma avenida, Eduardo Novelli, 63, foi vítima de duas invasões em noites seguidas há três semanas. Eduardo saiu num prejuízo de R$ 1.050 e implantou grades por fora das portas. "Estamos fazendo um apelo para que haja mais policiamento, mas não só na Marechal Floriano. Todos os comerciantes e cidadãos são vítimas", solicitou.

Lúcia Ávila, 63 anos, é prova de que o problema é antigo e sem solução: teve a banca arrombada na Avenida Presidente Vargas 14 vezes em 19 anos. "E agora moradores de rua assaltam as pessoas aqui na frente e furtam minha luz à noite". A Secretaria de Governo do Estado informou que a Operação Centro Presente atua de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22h, e fins de semana, das 8h às 20h. "Não temos plano para a ampliação do horário", afirmou. A Polícia Militar não respondeu.

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