A união faz a força

Jornalista diagnosticada com endometriose faz trabalho voluntário para conscientizar outras mulheres da doença

Por O Dia

Andréa Brígida (à esquerda) durante campanha de conscientização
Andréa Brígida (à esquerda) durante campanha de conscientização - Arquivo pessoal

Desde a primeira menstruação, a jornalista Andréa Brígida, de 45 anos, sofria de dores intensas causadas por cólicas. Com o passar do tempo, o problema só se agravava, o que a obrigava a tomar grande quantidade de analgésicos. E, por vezes, ir à emergência hospitalar durante o período menstrual. Após anos nessa situação, ela recebeu, em 2012, o diagnóstico de endometriose. E, a partir daí, se tornou o que denomina de 'endovoluntária'. Para ajudar outras mulheres que convivem com a doença ou simplesmente divulgar informações sobre a enfermidade, ainda desconhecida por parte da população, Andréa organiza ações educativas em escolas e transportes públicos, sem ganhar nada por isso.

"Depois que eu descobri a endometriose e operei, virei outra mulher. Fiquei imaginando quantas poderiam estar sofrendo sem saber o motivo, como eu fiquei por muito tempo. Por isso, passei a procurar espaços públicos e privados para fazer um trabalho de conscientização da doença", conta a jornalista, que foi diagnosticada quando foi tratar um mioma no útero. Hoje, cinco anos após a realização da cirurgia, o problema está controlado, e ela ganhou qualidade de vida.

Nas ações, médicos como o ginecologista Claudio Crispi  referência no tratamento da endometriose explicam o que é a patologia e distribuem panfletos explicativos. Estima-se que 10 milhões de mulheres tenham o problema no Brasil. No mundo, são 178 milhões, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

O endométrio é um tecido vascularizado que reveste o útero e se renova a cada ciclo menstrual. Quando há fecundação, ele acomoda o embrião. Quando não há, é eliminado na menstruação. A endometriose consiste na presença de endométrio fora da cavidade uterina, sobretudo nos ovários e nas trompas, o que causa dores e pode levar à infertilidade. Mulheres entre 15 e 45 anos são as mais atingidas.

Pessoas interessadas em obter a ajuda de Andréa Brígida para realizar alguma ação educativa sobre a doença podem entrar em contato com a jornalista pelo e-mail andreabriggida@gmail.com.

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