Carro para longas horas de estrada

Toyota Hilux SRX reúne os atributos necessários para 'se perder' pelo país. Motor diesel é satisfatório

Por LEANDRO EIRÓ

Expedição Toyota Hilux Chapada Diamantina
Expedição Toyota Hilux Chapada Diamantina - Leandro Eiró / Agência O Dia

Mas não é só de suspensão e conforto de cabine que se constitui uma picape contemporânea. Motor e câmbio devem trabalhar bem em conjunto para movimentar a grandona com eficiência, sobretudo quando há carga na caçamba. Não foi o nosso caso. O quatro cilindros 2.8 turbodiesel, de 177 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, associado ao câmbio automático sequencial de seis velocidades, impulsionam bem a Hilux, com boa aceleração e retomada para um veículo de seu porte, na estrada, entregando força necessária quando os obstáculos exigem para sua transposição.

Em poucas ocasiões, acionamos a 4x4 reduzida para passar por trechos bem cabulosos. Nestes breves momentos, é um deleite apreciar o conjunto mecânico, a suspensão e a assistência eletrônica operando em sincronia em meio ao lamaçal, que aos olhos parecia totalmente intransponível. Parecia. Atenção para alguns indicadores que devem ser considerados para tarefas deste tipo: o vão livre do solo dela é de 28,6 cm, o ângulo de ataque é de 31º e o de saída 26º.

Combine as percepções separadas de cada sistema e temos um veículo com robustez suficiente para se aventurar em terras ermas desse 'Brasilzão', pouco sentindo as dificuldades dos caminhos de tais 'terras de ninguém'. Torna a tarefa de passar longas horas dentro de veículo até divertida. Cria-se certa relação de afeto, por incrível que pareça: você 'agradece' ao carro quando transpõe um trecho difícil, faz um afago no painel, aquela história de que o brasileiro é apaixonado por carro.

OS EQUIPAMENTOS

Tantas horas a bordo são suficientes para julgar os equipamentos do automóvel, como é fundamental a presença ou ausência de cada um. Na versão SRX, topo de linha, a Hilux está recheada de bons itens de conforto e segurança: chave presencial, partida por botão, ar-condicionado automático digital com saída independente para os bancos traseiros, acendimento automático dos faróis, faróis baixos e de neblina em LED, descansa-braço para o motorista, bancos, volante e manopla do câmbio em couro, compartimento refrigerado no painel, central multimídia via tela de sete polegadas com câmera de ré e navegação (esta importantíssima quando não se sabe onde está), controle de velocidade de cruzeiro e sete airbags.

O custo deste universo de experiências sensoriais, no Brasil, não é barato. É de se esperar. A Toyota Hilux SRX 4x4 diesel automática custa R$ 194.920 (incluindo a cor metálica vermelha), mas a picape parte no mercado de R$ 110.640, de acordo com o site da fabricante. Outro número que convém citar é o de consumo de combustível. No programa brasileiro de etiquetagem, do Inmetro, a picape média possui nota B na comparação relativa na categoria, e D na comparação absoluta geral. Consome até 9 km/l de diesel na cidade e 10,5 km/l na estrada. Em nossa viagem, predominantemente nas estradas, ficamos mesmo na casa dos 10 km/l, o que avaliamos como natural, considerando seu porte e desempenho. O tanque de combustível comporta 80 litros.

VOLTA AO RIO

Na volta para casa, a BR-116, chamada no trecho de Rio-Bahia, é uma boa oportunidade de avaliar a performance da Hilux. Quase a totalidade dos pouco mais de 1.000 quilômetros é formado de pista simples e carretas aos montes. Tal situação exige um carro de boa aceleração e retomada para ultrapassagens. E, à noite, de boa iluminação por parte dos faróis.

O motor diesel de 177 cv e o câmbio automático de seis velocidades operando sozinho trabalham bem para ultrapassar os grandes caminhões, nem foi necessário comandar marchas manualmente. O motor enche rápido na medida que surge o instante necessário para deixar 20 e poucos metros para trás, com segurança. Vale ressaltar que a caçamba estava vazia, o que confere automaticamente uma sobra. Com o compartimento preenchido com carga, a situação deve ser diferente. Porém, não tivemos oportunidade para avaliar. Quanto ao controle manual das marchas, foi conveniente somente em alguns aclives fora de estrada.

Os faróis do veículo também são fundamentais nas estradas brasileiras, porque a realidade de muitas delas é não ter nem a sinalização de pista. A Hilux SRX possui iluminação baixa de LED e o farol alto é de halogênio. Na irmã SUV SW4, o conjunto é duplo LED.

A Chapada Diamantina

Ela é um oásis, podemos assim considerar, em pleno sertão baiano. Preenche quase 40 mil km², distribuídos por diversos municípios, com natureza exuberante, temperaturas agradáveis e nascentes de água diversas. Sua formação se deu ao longo de milhões de anos, com o trabalho combinado de ventos, chuvas e rios, que esculpiram suas montanhas e vales.

Do garimpo ao ecoturismo, a Chapada Diamantina abriga hoje a sede do segundo maior parque nacional do Brasil, o Parque Nacional da Chapada Diamantina. Ela é o habitat de espécies de plantas e animais exclusivas. É uma terra de encantos diversos e peculiares.

Extensa, a infraestrutura da Chapada Diamantina está instalada nas cidades de Lençóis, Mucugê, Andaraí, Ibicoara, Palmeiras, Rio de Contas e nas vilas de Igatu e Vale do Capão. Recomenda-se um roteiro planejado para visitar o local consulte guias e agências de turismo. Quanto ao clima, o semiárido, formado de sol durante todo o ano e poucos períodos de chuva, é indiferente a época do ano mais apropriada para a visitação.

Galeria de Fotos

Expedição Hilux SRX 4x4 diesel Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Para conhecer as melhores atrações da Chapada Diamantina, é preciso deixar o asfalto. Tração 4x4 foi necessária em alguns momentos Leandro Eiró / Agência O Dia
Um breve 'descanso' para a Hilux no isolado povoado de Igatu, de 380 habitantes fotos Leandro Eiró / Agência O Dia
Expedição Hilux SRX 4x4 diesel Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Expedição Hilux SRX 4x4 diesel Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Expedição Toyota Hilux Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Povoados isolados, de tranquilidade inexistente em grandes cidades, são encontrados na Chapada Leandro Eiró / Agência O Dia
A Toyota Hilux, após completar mais um trecho. Um breve descanso em frente ao Cemitério Bizantino, em Mucugê, na Bahia, no coração da Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Expedição Toyota Hilux Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Expedição Toyota Hilux Chapada Diamantina Leandro Eiró / Agência O Dia
Interior da Hilux SRX, versão topo de linha da picape: os 4x4 deixaram de ser pequenos caminhões Divulgação

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