Segovia assume a Federal

Novo diretor da PF achava que não tinha mais o que investigar sobre Michel Temer

Por O Dia

Segovia, o ministro Torquato Jardim e Michel Temer no Hino Nacional
Segovia, o ministro Torquato Jardim e Michel Temer no Hino Nacional - Marcos Corrêa/PR

Depois de se dizer lisonjeado com a presença de Michel Temer na cerimônia de posse, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse que o presidente continuará a ser investigado com a "celeridade de todos os outros inquéritos" A afirmação de Segovia sobre a continuidade das investigações se deu diante da insistência de jornalistas. Em um primeiro momento, o novo diretor-geral havia dito que as investigações contra o peemedebista já haviam sido concluídas.

"Não temos mais nada a executar dentro dessas investigações que estão à disposição do Supremo", afirmou, em relação aos dois inquéritos que apuravam o crime de corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa, que a Câmara barrou. Pressionado sobre possíveis irregularidades na elaboração da MP dos Portos, que teria concedido benefícios à empresa Rodrimar, Segovia recuou e afirmou que Temer "continuará a ser investigado".

Segovia garantiu, no entanto, dar prioridade à Lava Jato. "É nesse espírito de equipe, todos unidos, que buscaremos o combate incansável à corrupção no Brasil, que continuará sendo a agenda prioritária da PF, tendo como premissa a continuidade de operações especiais, tais como a Lava Jato, Cui Bono, Cadeia Velha, Lama Asfáltica e tantas outras."

Segovia ainda alfinetou os procuradores do Ministério Público Federal. "Confio muito no espírito de maturidade institucional e profissional dos membros dessas instituições, que têm a oportunidade de escrever um novo capítulo em sua história, deixando de lado a vaidade e a sede de poder, pois o único que se beneficia com essa disputa é o crime organizado", comentou.

Para Segovia, cabe à PGR explicar possíveis erros no acordo de colaboração de Joesley Batista. Se o acordo tivesse sido conduzido pela PF, a investigação deveria ter durado mais tempo. "Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime", declarou.

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