Huck postou no sábado selfie com família que participou do 'Caldeirão' - Reprodução
Huck postou no sábado selfie com família que participou do 'Caldeirão'Reprodução
Por O Dia

O apresentador de TV e empresário Luciano Huck confirmou ontem que não será candidato a presidente em 2018. Em artigo publicado na 'Folha de S.Paulo', Huck afastou as especulações, que cresceram nas últimas semanas, e disse que está fora da corrida presidencial. A aprovação ao nome do apresentador tivevera um salto de 17 pontos percentuais desde setembro, passando de 43% para 60%. Sua desaprovação caiu de 40% para 32%.Mesmo assim, ele descartou concorrer.

"Com a mesma certeza de que neste momento não vou pleitear espaço nesta eleição para a Presidência da República, quero registrar que vou continuar, modesta e firmemente, tentando contribuir de maneira ativa para melhorar o país", escreveu o apresentador, que prometeu ir "além da voz amplificada pela televisão, do eco das redes sociais e do instituto que criou". Segundo ele, "para isso, não são necessários partidos, cargos, nem eleições".

'Sedução'

No texto, o apresentador cita a 'Odisseia', de Homero, para dizer que "nos últimos meses estive amarrado ao mastro, tentando escapar da sedução das sereias".

Huck afirma que acredita que a frustração com a classe política levou o nome dele às possíveis candidaturas, sem mesmo ele ter se oferecido para concorrer à Presidência. "Minha reação natural foi tentar entender melhor do que se tratava. É claro que isso me trouxe a sensação boa de que uma parte razoável da população entende o que sou e faço como algo positivo. Mas tenho hoje uma convicção de que serei muito mais útil e potente ocupando outras posições no front nacional".

O apresentador ainda enfatizou a necessidade de a população ser mais atuante na política. "O Brasil está sofrendo demais especialmente os mais pobres, mas não apenas eles. (...) Não há nada mais importante do que tomarmos consciência da importância da política e de que precisamos nos mover concretamente na direção da atuação incisiva, para que não sejamos mais vítimas passivas e manobráveis de gente desonesta, sem caráter, despreparada e incapaz de entender o conceito básico da interdependência ou de pensar no coletivo", destacou.

 

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