Atirador de colégio de Goiânia ficará três anos internado

Governador de São Paulo já é dado como certo na presidência do partido e afirma que pedido foi de Fernando Henrique Cardoso

Por O Dia

Alckmin quer reunir o PSDB
Alckmin quer reunir o PSDB - Reprodução do Facebook

O adolescente de 14 anos que matou dois colegas e feriu a tiros quatro jovens no Colégio Goyases, em 20 de outubro, em Goiânia, foi condenado à pena de três anos de reclusão em um centro de internação no interior de Goiás. A reclusão de três anos é a pena máxima que o garoto poderia receber. A advogada da família do adolescente, Rosângela Magalhães, afirmou que chegou a apresentar um pedido de semiliberdade para o garoto, o que lhe daria a possibilidade de voltar para casa à noite, mas a solicitação foi rejeitada.

"Essa decisão era esperada a partir dos fatos. A nossa preocupação constante mesmo é garantir a segurança dele. Não tem local que garanta isso aqui em Goiânia, onde ele correria risco de morte. Por isso, deve permanecer no local onde já estava", disse Rosângela. A família do jovem recebeu ameaças, segundo a advogada.

De acordo com Rosângela, o caso passará por reavaliações a cada seis meses. "A gente sabe que a possibilidade de uma saída ocorrer daqui a seis meses é nula. Isso só tem alguma possibilidade de acontecer daqui a dois anos", comentou.

A defesa do adolescente esperava a conclusão de laudos psicológicos e psiquiátricos do adolescente. Segundo Rosângela, esses laudos não apresentaram nenhuma anomalia ou patologia. De acordo com a defesa, o jovem sofria bullying.

Ontem, no anúncio da sentença, o garoto permaneceu quieto. "Ele estava muito abatido, calado. A gente já vinha preparando ele para essa hipótese, dizendo que não havia outro caminho", disse.

Isolamento

No internato, o adolescente terá direito a, no máximo, duas horas de visitação por semana. A previsão é que fique isolado, convivendo com os demais apenas em horários de alimentação e banho de sol.

Rosângela Magalhães disse que a lei abre espaço para apresentação de recurso nos próximos dez dias. "Temos essa possibilidade, mas a ideia é não recorrer", comentou.

O garoto é filho de policiais militares. A mãe atua na área administrativa, em cursos de formação de policiais da Academia da PM. O pai trabalha na Corregedoria e já foi comandante do Batalhão da PM que faz a segurança do complexo prisional de Aparecida de Goiânia (GO).

Na manhã do dia 20 de outubro, o estudante sacou uma arma que havia levado dentro da mochila no intervalo entre as aulas e atirou contra colegas em sala do 8º ano do colégio, situado em um bairro de classe média da cidade de Goiânia.

Os adolescentes João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, morreram no local. Outros quatro alunos Yago Marques e Marcela Macedo, de 13 anos, Lara Borges e Isadora de Morais, de 14 também foram atingidos. Isadora ficou paraplégica e hoje passa por tratamento no Centro de Reabilitação e Readaptação Doutor Henrique Santillo (Crer), em Goiânia.

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