TCE: O CRITÉRIO DE PEZÃO

Por O Dia

Após a polêmica envolvendo o deputado Edson Albertassi (PMDB), que queria a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado para si, a cadeira de Jonas Lopes será preenchida por Rodrigo Melo do Nascimento, que passou em primeiro lugar no concurso público para conselheiro substituto. Ao Informe, o governador Pezão (PMDB) explicou o porquê de sua escolha: "Obedeci a um critério, que é o de primeiro colocado no concurso. Sempre indiquei os primeiros colocados nas listas de todos os poderes. E conta também a experiência dele", disse. Nascimento já atuara como auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Município do Rio e como auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União.

Antes de indicar Nascimento, porém, o governador chegara a enviar o nome de Albertassi para a Alerj. Investigado na Lava Jato, o deputado desistiu da vaga, mas, mesmo assim, acabou preso no dia 21 junto com o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, e o deputado Paulo Melo, também do PMDB.

Tríplice virou dúplice

Com a prisão de Albertassi, Pezão decidiu indicar um conselheiro substituto do TCE. Nascimento concorria somente com o também concursado Marcelo Verdini Maia, já que Andrea Martins havia demonstrado desinteresse no cargo. Como o Informe antecipou na nota 'O novo favorito do TCE', publicada na terça, Nascimento ganhou força após contar com o apoio da presidente interina do tribunal, Marianna Montebello.

Mudança

Quando ainda havia discussão se o posto seria preenchido por um deputado ou por um técnico, Verdini era o favorito caso prevalecesse a segunda opção. Após a desistência coletiva dos concursados, o cenário mudou.

Clima quente

Apesar da provável aceitação do nome de Nascimento na sabatina pela qual terá que passar, terça, na Alerj, há deputados que prometem endurecer nos questionamentos. "Ele terá que explicar por que tinha aberto mão da vaga e, agora, decidiu ocupar o cargo", diz um oposicionista.

Publicado aqui ontem

Sobre as críticas feitas pelo Tribunal de Contas do Município, o secretário de Saúde na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, Daniel Soranz, responde: "Os convênios com Bio Rio e Funrio (hoje suspensos por determinação da Justiça) eram essenciais para a formação de médicos para vagas deficitárias na rede municipal". Questionado pelo Informe se valia a pena o investimento em profissionais que, depois, poderiam migrar para iniciativa privada, rebateu: "Assim é o Sistema Único de Saúde. Tem a obrigação de formar recursos humanos para o sistema. Ele será melhor tanto na rede pública quanto na rede privada. Mas 82% dos egressos desses cursos estão trabalhando na rede municipal. Ou entraram por concurso, ou foram contratados temporariamente, ou atuam em Organizações Sociais." A auditoria do TCM que apontou irregularidades foi feita a pedido do vereador Paulo Pinheiro (Psol).

Entrou, saiu e voltou

A Coluna publicou que a Procuradoria da Alerj tem relato de que a oficial de justiça que chegou a ser barrada, na sessão que libertou deputados, teria entrado, saído e retornado ao edifício no dia da confusão. Interpelada por Flávio Serafini (Psol), a procuradoria ressaltou não ter sido responsável por repassar a informação. E disse que aprovou sua intervenção.

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