DOIS DEDOS DE PROSA

Por O Dia

Kátia Bogéa, presidente do Iphan

O Iphan realizou a entrega da medalha Rodrigo Melo Franco, com o Municipal lotado. Qual avaliação do evento?

Foi lindo e maravilhoso. Tivemos a oportunidade de mostrar toda contribuição do Iphan ao longo dos seus 80 anos para a construção do patrimônio brasileiro. Mostramos também nossa preocupação com a fragilidade do Iphan, por conta da perda de funcionários e do quadro reduzido.

Você luta muito pela preservação do Iphan. Fale sobre isso.

O fato é que temos 678 funcionários e 480 se aposentarão nos próximos dois anos. Estamos sensibilizando nossos parlamentares, deputados, senadores... O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, está conosco nessa luta.

Como estão as negociações?

Estamos com a ajuda do deputado Thiago Peixoto, presidente da Comissão de Cultura da Câmara, juntamente com o deputado Cacá Leão, relator do orçamento. Pedimos ajuda a eles e para bancadas e partidos para sensibilizar o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira. Hoje, por conta do ajuste econômico, são necessários vários cortes. Mas queremos sensibilizá-lo para mostrar a importância do Iphan e que o impacto financeiro não será tão grande assim.

Qual a importância do Iphan para cultura?

Somos responsáveis pela proteção da memória brasileira. Tombamos monumentos, cidades e centros históricos... Participamos também do licenciamento ambiental de empreendimentos, por conta do patrimônio arqueológico e dos impactos que estes projetos podem trazer.

Quais são os projetos futuros?

Nós lançamos a nova edição da 'Revista do Patrimônio', com dois volumes. O primeiro com artigos de arqueólogos, arquitetos, historiadores e museólogos falando dos 80 anos do Iphan. No segundo, temos textos sobre o futuro da preservação no mundo.

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