Estado do Rio quita atrasados este mês

Agosto, setembro e décimo terceiro de 2016 serão pagos com empréstimo

Por O Dia

Trabalhadores da Cedae protestaram no Palácio e a Rua Pinheiro Machado foi fechada por seis horas
Trabalhadores da Cedae protestaram no Palácio e a Rua Pinheiro Machado foi fechada por seis horas - Marcio Mercante / Agencia O Dia

O que era uma promessa agora está perto de se cumprir. O Estado do Rio fez ontem o pregão para definir o banco que oferecerá empréstimo de R$ 2,9 bilhões. O BNP Paribas foi o único a oferecer proposta e venceu. Desse total, R$ 2 bilhões já devem estar disponíveis no caixa fluminense ainda este mês. E os R$ 900 milhões restantes em até 60 dias. Com isso, segundo a estimativa do secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, os salários atrasados (décimo terceiro de 2016, agosto e setembro), acumulados em cerca de R$ 1,7 bilhão, podem ser quitados na segunda quinzena de novembro.

Barbosa declarou que os recursos darão estabilidade para as folhas futuras e não descartou a possibilidade de pagar o 13º de 2017 ainda em dezembro.

"Vamos pagar (os atrasados)tão logo recebermos o empréstimo", afirmou o secretário, acrescentando que o estado ainda vai aguardar o cumprimento das próximas etapas burocráticas até que a verba esteja disponível.

"A próxima etapa é a homologação. Hoje, temos o resultado, que precisa ser homologado, o que ocorre em dois dias úteis. Após isso, haverá a conversa entre a instituição financeira, o estado e com a participação do Ministério da Fazenda. Haverá a assinatura do contrato e, depois disso, no máximo em três dias úteis o dinheiro estará liberado", explicou.

O empréstimo terá aval da União e as ações da Cedae em contragarantia. Os trabalhadores da estatal, inclusive, protestaram contra o leilão dentro e fora do Palácio Guanabara, alegando risco de perderem seus empregos.

A operação está prevista no acordo de recuperação fiscal do estado, que foi homologado pelo governo federal em 4 de setembro. O crédito, porém, era previsto em R$ 3,5 bilhões, mas o Tesouro Nacional reduziu o valor para R$ 2,9 bilhões devido a avaliações que fez da companhia (pois o estado teria direito à metade do valor).

"No nosso entendimento o pregão foi um sucesso, pois a taxa de 10,6% (que o estado pagará depois) está muito abaixo, por exemplo, da que é cobrada no crédito mais barato do país, o consignado, para o qual se cobra, ao ano, taxa de 17% a 20%", opinou Barbosa.

O secretário da Casa Civil, Christino Áureo, também comentou o resultado do leilão: "Vamos cumprir tudo o que foi planejado com a recuperação fiscal. E o empréstimo cumpre o papel decisivo de colocar a folha em dia".

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