Tá no vermelho? Veja como e onde conseguir dinheiro a juros mais baixos

Consignado e empréstimo pessoal têm as taxas mais em conta, que variam de 1,66% a 4,37% ao mês

Por MARTHA IMENES

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O fim do ano já chegou e as contas estão no vermelho? Com 2018 às portas, muitos consumidores buscam alternativas de crédito mais barato para entrar o ano no azul. Há ainda quem precise de um dinheiro extra para complementar as despesas com Natal e Ano Novo. E qual a saída?

De acordo com o economista da Fundação D. Cabral e do Ibmec, Gilberto Braga, o ideal é usar o 13º salário para cobrir esse buraco e planejar as despesas. Mas, caso o consumidor não consiga, o crédito consignado, aquele com desconto direto no contracheque, e o penhor da Caixa Econômica Federal são as modalidades mais em conta do mercado. No consignado para aposentados e pensionistas do INSS, por exemplo, a taxa mais baixa é de 1,91% ao mês no banco Santander. O teto para esse tipo de operação é de 2,08% ao mês. Para quem é servidor público as taxas variam de 1,66% ao mês no Santander, a 1,94% na Caixa. Já o penhor da própria Caixa tem juros de 2,1% ao mês.

Estreante no mercado, o aplicativo desenvolvido por uma fintech, startup tecnológica do setor financeiro, o Social Bank (veja ao lado), oferece empréstimo sem a intermediação de bancos e em um "touch". No Social Bank, por exemplo, o juro máximo é de 2% ao mês.

Outras opções, orienta Gilberto Braga, são as linhas de crédito para pessoas físicas, nelas as taxas variam de 4,37% ao mês (Banco do Brasil) a 5,62% ao mês (Bradesco). Em último caso, existe a possibilidade de usar o limite do cheque especial, que vai de 12,45% ao mês (Banco do Brasil) a 14,75% ao mês (Santander). Ou, acrescenta, pode usar o rotativo do cartão de crédito que vai de 10,26% (BB) a 16,29% (Bradesco) ao mês.

"O ideal é fugir de cheque especial ou cartão de crédito, eles têm taxas muito altas e isso compromete a renda e o orçamento do consumidor", orienta Alexandre Prado, do Núcleo Expansão.

Se não tiver jeito, Gilberto Braga, do Ibmec dá a seguinte dica para quem tem cheque especial: "Utilize os dias sem juros que alguns bancos dão". "O penhor é a melhor solução de crédito por ter uma taxa mais acessível e o cliente não precisa passar por análise de cadastro", avalia Alexandre Prado.

Para não entrar em roubada é importante consultar os juros cobrados pelas instituições antes de pedir dinheiro emprestado. No site do Banco Central (https://goo.gl/fz4r8C) podem ser encontradas todas as instituições financeiras e todas as operações de crédito com seus respectivos juros. Para aposentados e pensionistas do INSS a alternativa seria visualizar a tabela na página da Previdência (www.previdencia.gov.br), mas, passados quase quatro meses da queda dos juros, os números não foram atualizados.

Outra dica do professor da Fundação D. Cabral é planejar as despesas de final de ano por um período que vai até o Carnaval. "Além do 13º, em dezembro as pessoas recebem o dinheiro das férias porque muitos tiram o gozo desse período no verão e isso faz com que o orçamento da família tenha que ser planejado até o Carnaval, e isso inclui os festejos de Natal, Réveillon, férias escolares e as despesas de início de ano", orienta.

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