Banco por aplicativo e sem agência física oferece taxa de até 2%

Por O Dia

Aplicativo que pode ser baixado no smartphone ou tablet tem como ajudar quem precisa de dinheiro a conseguir empréstimos a juros baixos sem recorrer a bancos. Chamado Social Bank, ele foi criado para ser uma espécie de "Uber do dinheiro".Com versões para Android e iPhone, o aplicativo (app) permite abrir uma conta em poucos minutos. O cadastro envolve informações como CPF, RG ou CNH (foto exigida), fotografia (tirada durante o cadastro) e nome da mãe. Como recurso de segurança, a qualquer momento, o app pode pedir uma nova foto do seu rosto para garantir sua identidade. A função de empréstimo é encontrada na seção chamada Social Cash do aplicativo. Onde o cliente pode pegar até R$ 10 mil e pagar em até 12 vezes, com taxas que variam de zero a 2% ao mês.

Apesar do nome, o aplicativo não é um banco propriamente dito e registrado no Banco Central, mesmo oferecendo algumas funções financeiras. A ideia da empresa é justamente atender à população 'desbancarizada'. "Não queremos ser um banco, queremos ser o Social Bank. Não temos o intuito de ser um banco. O banco, para mim, é a rádio-táxi. O Uber é o novo modelo", disse Rodrigo Borges, executivo do Social Bank.

A iniciativa permite que o cliente tenha uma conta digital e movimentá-la normalmente por meio de depósitos e saques. Mas como tirar o dinheiro? Essa conta oferece um cartão nacional de bandeira MasterCard, sem anuidade (com custo de produção de R$ 9,90) e que só funciona na função crédito, embora o valor seja debitado da conta imediatamente. Quem não quiser ter o cartão físico pode usar o cartão virtual, mostrado no aplicativo, para fazer transações via internet.

As transferências entre contas Social Bank são isentas de taxas. Para fazer enviar a outros bancos, a taxa de DOC e TED é de R$ 4,90 (clientes Itaú são isentos dessas tarifas). O aplicativo também facilita a criação de contas conjuntas com pessoas que não sejam da sua família. De maneira parecida com o WhatsApp, ele permite associar sua conta com a de outro usuário.

As fintechs têm operado no limite de legislação e, por isso, o Banco Central busca novas formas de viabilizar e regular essas empresas que tentam mudar o segmento financeiro por meio da tecnologia. Uma consulta pública foi convocada para avaliação da regulação de empréstimos entre pessoas. A ideia é oferecer maior segurança jurídica ao segmento.

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