Eleição presidencial no clube será decidida pela Justiça

Eurico Miranda vence com urna polêmica, mas Julio Brant vai recorrer

Por O Dia

Eurico Miranda comemora a vitória na madrugada de ontem: ele não crê em anulação do pleito pela Justiça
Eurico Miranda comemora a vitória na madrugada de ontem: ele não crê em anulação do pleito pela Justiça - MARCELLO DIAS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A eleição presidencial do Vasco foi parar na Justiça. No início da madrugada de ontem, a chapa 'Reconstruindo o Vasco', de Eurico Miranda, que tentava a reeleição, foi proclamada vencedora, com 2.111 votos, contra 1.975 da 'Sempre Vasco', de Julio Brant. Mas a oposição também festejou a vitória e vai brigar para anular os 475 votos da urna 7, isolada e lacrada para ser analisada posteriormente em juízo. Sem contabilizar a polêmica urna, Brant seria o vencedor com 1.935 votos, e Eurico o segundo, com 1.683.

Ao todo, 691 sócios poderiam votar na urna separada. A decisão foi tomada no dia 30 de outubro pela juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio. Desses, apenas 475 compareceram à votação. Eles entraram no quadro social entre novembro e dezembro de 2015, limite para estarem aptos ao voto e, de acordo com a oposição, não houve comprovação de pagamento.

A urna deixou São Januário carregada por policiais. Nela, houve vantagem de 90% dos votos para Eurico: 428 a 42. Quatro foram para Fernando Horta, que, no total, obteve 421 votos, mas, na tarde de terça-feira, desistira da candidatura para apoiar Brant.

A perícia nessa urna deve começar hoje. Pode ser pedido ao Vasco que comprove o pagamento e a adimplência desses sócios. Não há prazo para uma decisão da Justiça.

Proclamado vencedor, Eurico comemorou: "Não vejo risco algum. Ser anulado por quê? O sócio vem, vota e depois tem voto anulado? O resultado está proclamado. Lugar de chorar é na praia, que é lugar quente".

Mas Julio Brant prometeu lutar: "Vamos tomar as medidas para recorrer. A situação foi tão bizarra que a Justiça vai decidir muito rápido. Todas as urnas foram parelhas. Só uma teve mais de 90% de votos para um candidato. Vai ser uma decisão fácil da Justiça. Eu me considero presidente".

A eleição no clube é indireta. A chapa vencedora escolhe 120 conselheiros e a outra, 30. Esses 150 se juntam aos 150 conselheiros natos para, então, oficializar o presidente.

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