Polícia investiga eleições na Colina

Delegada aponta indícios de fraude no pleito, e Eurico Miranda é intimado a depor hoje à tarde

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Eurico foi declarado vencedor, mas eleição virou caso de polícia
Eurico foi declarado vencedor, mas eleição virou caso de polícia - Jotta de Mattos / PhotoPress/ Estadão Conteúdo

A eleição no Vasco virou caso de polícia. A delegada Patrícia Aguiar anunciou ontem que foi aberto um inquérito na Delegacia de Defraudações para apurar irregularidades no pleito e, segundo ela, há indícios de fraude. O presidente Eurico Miranda foi intimado para depor hoje à tarde.

"Estamos iniciando a investigação para saber se houve fraude. Existem indícios de que ela tenha ocorrido, baseado nas informações que nós tivemos, de que pessoas teriam votado com duplicidade de CPF, não pagavam...", explicou a delegada.

O inquérito teve início na segunda-feira e o prazo para que seja concluído é de 30 dias.

PERÍCIA EM HD É NEGADA

Na esfera jurídica, Eurico conseguiu uma vitória com a decisão tomada em audiência na 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de devolver os HD's com os dados dos sócios ao clube sem que sejam periciados.

Em entrevista coletiva, Eurico criticou a postura da delegada: "Tinha um julgamento hoje (ontem) sobre um HD que tinha sido apreendido de forma irregular, era uma prova ilícita. Não podia ter outra decisão que não fosse a que tivemos hoje (ontem). Aí, no mesmo dia, temos uma entrevista de uma delegada de polícia...", contestou Eurico. "Não sei o motivo de ser convocado. Esse inquérito estaria sob sigilo. E ela vai e convoca coletiva", completou.

A eleição presidencial do Vasco já tinha parado na Justiça. Na madrugada do dia 8, a chapa 'Reconstruindo o Vasco', de Eurico Miranda, que tentava a reeleição, foi proclamada vencedora, deixando a 'Sempre Vasco', de Julio Brant, em segundo lugar. Mas a oposição prometeu brigar para anular os 475 votos da urna 7, lacrada para ser analisada posteriormente em juízo. Sem contabilizar a polêmica urna, Brant seria o vencedor e Eurico, o segundo colocado.

Ao todo, 691 sócios poderiam votar na urna separada. Desses, apenas 475 compareceram à votação. Eles entraram no quadro social entre novembro e dezembro de 2015, limite para estarem aptos ao voto e, de acordo com a oposição, não houve comprovação de pagamento.

"A lista apresentada pela chapa de oposição contém irregularidades das pessoas que votaram na urna 7. Há indícios de que essas pessoas são votantes de forma irregular. Mas preciso ter acesso à lista dos que votaram para investigar a votação", afirmou a delegada.

Já a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves nomeou um perito para iniciar a investigação sobre a regularidade dos sócios que votaram na urna 7. O Vasco tem até amanhã para apresentar o caderno com os 475 votantes, e o laudo deve ser apresentado até o dia 11 de dezembro.

Treino para 'demolir' a Ponte Preta

O Vasco recebe a Ponte Preta, domingo, em São Januário, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, e depende apenas de uma vitória para garantir vaga na fase pré-Libertadores em 2018. A confortável situação foi obtida graças à derrota do Botafogo para o Palmeiras, segunda-feira à noite, em São Paulo. Com isso, o Vasco segue no G-7, em sétimo lugar, um ponto à frente do Alvinegro.

Embalado pela vitória (1 a 0) sobre o Cruzeiro, o Vasco se reapresentou ontem, em São Januário. "Sempre tivemos o pensamento de que nossa briga não seria na parte de baixo da tabela e, sim, na parte de cima", afirmou o volante Jean.

Para a partida contra a Ponte, a diretoria elevou o preço dos ingressos, que começaram a ser vendidos ontem para sócios. Hoje se inicia a venda nas bilheterias. Os bilhetes mais baratos para não-sócios custam R$ 100 (R$ 50 a meia).

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