Homenagens e eterna dor

Um ano após a tragédia com o voo da Chapecoense, cidade reverencia as vítimas

Por O Dia

Moradores de Chapecó caminharam em silêncio pelas ruas da cidade e participaram de missa em homenagem aos 71 mortos da tragédia na Colômbia
Moradores de Chapecó caminharam em silêncio pelas ruas da cidade e participaram de missa em homenagem aos 71 mortos da tragédia na Colômbia - AFP / NELSON ALMEIDA

Chapecó enfrentou ontem um dia de reflexão, homenagens e muita tristeza. De madrugada, os sinos da Catedral tocaram na mesma hora em que há um ano a cidade vivia o seu maior pesadelo: o acidente com a delegação da Chapecoense, na Colômbia, que deixou 71 mortos.

"Foi doloroso quando tocaram os sinos, porque me levaram para aquela montanha, no momento do impacto, mas são coisas que temos que passar", disse à agência de notícias AFP o jornalista Rafael Henzel, o único dos seis sobreviventes que compareceu à cerimônia. Segundo ele, era importante homenagear as pessoas que se foram e celebrar o que considera seu "primeiro ano de vida." A igreja estava com o verde e o branco da Chape e tomada por forte emoção. Era muito difícil conter as lágrimas.

Antes da cerimônia, uma marcha silenciosa percorreu a cidade a partir da Arena Condá, com a presença de familiares de várias das vítimas, muitos com camisetas estampadas com os rostos das pessoas que perderam.

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, destacou que o momento era para celebrar a vida. "Ao longo do ano, Chapecó mudou seu sentimento de profunda tristeza pela nostalgia, e agora de reconhecimento, de que suas vidas têm que ser exaltadas". Ele lembrou o apoio que recebeu da população de Medellín: "Todos nos entregaram a força de que precisávamos para seguir em frente. A partir dessa força, o mundo inteiro também nos entregou a sua. Deus escolheu Medellín e Chapecó para dar um recado ao mundo e esse recado foi de amor, de solidariedade, de dor, para nos amarmos mais, e é por esse sentimento tão nobre que estamos aqui."

Na Arena Condá, um buquê de flores branco no centro do gramado de luto e a torcida cantando para o céu marcaram um dos momentos mais emocionantes. "Vamos, vamos, Chape", cantavam.

Na Colômbia, dois helicópteros da Força Aérea atiraram flores sobre a praça central do município de La Unión, perto do local onde ocorreu o acidente agora batizado de Morro da Chapecoense , enquanto eram lidos os nomes das vítimas da tragédia, imortalizados em uma placa.

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Moradores de Chapecó caminharam em silêncio pelas ruas da cidade e participaram de missa em homenagem aos 71 mortos da tragédia na Colômbia AFP / NELSON ALMEIDA
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