Rusga motivou matança

Atirador do Texas atacou igreja com fuzil para executar a sogra, que não estava

Por O Dia

Pastor Frank Pomeroy e a esposa, Sherri, se emocionam em coletiva
Pastor Frank Pomeroy e a esposa, Sherri, se emocionam em coletiva - AFP/Mark RALSTON

Devin Patrick Kelley, que matou a tiros 26 pessoas em uma igreja do Texas, teria agido motivado por problemas familiares. O massacre de domingo, ocorrido cinco semanas depois do ataque a tiros mais violento executado nos Estados Unidos, aconteceu quando Kelley, de 26 anos, vestido de preto e com um colete à prova de balas, abriu fogo contra os fiéis de uma igreja batista, deixando cerca de 20 feridos.

As vítimas, com idades entre cinco e 72 anos, participavam do culto religioso na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, cidade rural de 500 habitantes.

Freeman Martin, do Departamento de Segurança Pública do Texas, disse que "havia divergências na família", acrescentando que a sogra de Kelley frequentava a igreja onde aconteceu o ataque. Segundo Martin, Kelley sabia que a sogra frequentava a igreja e que antes do violento ataque enviou "mensagens ameaçadoras". A sogra não estava.

Kelley abriu fogo fora da igreja, antes de entrar e continuar disparando. "Um morador conseguiu pegar o fuzil e enfrentou o suspeito, que fugiu. O cidadão o perseguiu", detalhou Martin. O assassino se matou ao bater com o carro, 15 minutos depois.

A Força Aérea informou que Kelley serviu no Novo México a partir de 2010, antes de ser julgado por uma corte marcial em 2012 por agredir a esposa e o filho. Kelley foi sentenciado a 12 meses de prisão e sofreu uma baixa desonrosa por má conduta.

Trump desconversa

"Estamos com o coração partido. Nos reunimos, unimos nossas forças (...) Através das lágrimas e nossa tristeza permanecemos fortes", disse o presidente Donald Trump, que está na Ásia. O presidente, que ordenou que as bandeiras ficassem a meio pau na Casa Branca e em edifícios federais, qualificou o tiroteio de "espantoso" e "ato de maldade", mas voltou a descartar que o acesso às armas seja o causador. "Temos um monte de problemas de saúde mental em nosso país, mas não é uma situação imputável às armas", declarou em Tóquio. Insistiu que "é um pouco cedo para abordar o tema", ao ser consultado pelos pedidos de que aumente o controle de armas no país.

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