Egito caça terroristas após atentado

Forças Armadas bombardeiam veículos usados no ataque

Por O Dia

Ataque à mesquita de Al-Rawda deixou 305 mortos e 128 feridos
Ataque à mesquita de Al-Rawda deixou 305 mortos e 128 feridos - AFP

As Forças Armadas do Egito fizeram ontem buscas para encontrar os terroristas que atacaram a mesquita de Al-Rawda, no vilarejo de Bir al-Abed, a oeste de Al-Arish, a capital da província do Sinai do Norte. Na ação militar também foram bombardeados diversos veículos utilizados no atentado da última sexta-feira. No total, 305 pessoas morreram entre elas, 27 crianças e pelo menos 128 ficaram feridas.

Em comunicado, o porta-voz das Forças Armadas do Egito, Tamer al Rifai, declarou que na madrugada de ontem foram feitas buscas na região da mesquita de Al-Rawda para encontrar os terroristas e também bombardeados diversos veículos que teriam sido usados pelos terroristas.

"Como parte da perseguição dos elementos terroristas que atacaram os fiéis da mesquita Al Rauda, a aviação destruiu veículos que realizaram o ataque", afirmou Rifai.

De acordo com as autoridades egípcias, nenhum grupo chegou a reivindicar a autoria do ataque, mas a suspeita é que os terroristas façam parte do Estado Islâmico (EI). Ainda conforme o governo do Egito, testemunhas contaram que cerca de 25 homens participaram do atentado e um deles carregava a bandeira do EI. A mesquita de Al-Rawda é utilizada pelos sufis, adeptos de uma corrente mística do Islã e considerada contrária às crenças pregadas pelos extremistas do EI.

Segundo os relatos de testemunhas que presenciaram o ataque, os terroristas estavam mascarados e colocaram uma bomba na parte externa do templo. Após a explosão, o grupo invadiu o prédio e abriu fogo contra os fiéis. Eles ainda incendiaram diversos veículos que estavam estacionados próximos à mesquita para dificultar a entrada e a saída das pessoas.

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