Agrobilara envolvida no esquema

Por Presidente da Alerj

Com seis mandatos de deputado no currículo, o cacique do PMDB, Jorge Picciani, tinha como homem forte Jorge Luiz Ribeiro, que recebia dinheiro até na TV Alerj. Era ele que operava a propina mandada por Carlos Lavouras, por meio Transexpert, que usava veículos blindados. Os pagamentos também eram feitos por Álvaro Novis.

Ribeiro é sócio de três empresas em que a Agrobilara Comércio e Participações Ltda que tem como um dos sócios Picciani também é parceira. São elas: Tamoio Mineração Ltda, Villa Toscana Incorporação Imobiliária Ltda e Thejus Empreendimentos e Participações Ltda. No esquema, Ribeiro é auxiliado por Ana Cláudia Jaccoud, apontada como funcionária da Agrobilara.

Segundo delação premiada de Jonas Lopes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, que relatou a corrupção na Corte, em 2014 ele usou R$ 500 mil, em maços de dinheiro, em compra subfaturada de 100 cabeças de gado Agrobilara. Em 2015, mais 260 mil na aquisição abaixo do valor de 70 bovinos da Agropecuária Copacabana Comércio e Participações Ltda. A negociata, segundo Lopes, foi ajustada com Jorge Picciani e Felipe, seu filho, que comanda as empresas do pai.

Jorge Picciani teria esquema de nomeação de aliados em gabinetes e entre as vinte maiores beneficiárias com renúncia fiscal está a Cervejaria Petropólis S/A, que alcançou R$ 283,5 milhões. A empresa tem negócios com Picciani e intermediou doações clandestinas para ele e Paulo Melo. Picciani nega. Mas aumentou, e muito, seu patrimônio em 20 anos.

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