Empresas receberam propina

Por O Dia

Líder do governo na Alerj, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e tesoureiro do PMDB, Édson Alberassi, começou a carreira política como vereador em Volta Redonda, no final da década de 90. É acusado de receber R$ 60 mil, por mês, do esquema de corrupção da Fetranspor.

A indicação para assumir vaga deixada por Jonas Lopes no Tribunal de Contas do Estado foi o estopim para a deflagração da Operação Cadeia Velha. Os investigadores suspeitaram de que a manobra era para conseguir foro privilegiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Depois de costurar a renúncia dos auditores do TCE, ontem ele abriu mão de ser chancelado para o cargo.

De acordo com o Ministério Público Federal, a mulher de Albertassi, Alice Brizola Albertassi, é sócia da V. P. D. Empresa de Radiofusão Ltda, Rádio Energia Ltda, Rádio Zé Ltda, Rádio Difusora Boas Novas Ltda, Associação Nova Aliança e Phonomusic Áudio Visual e Serviços de Sonorização. As rádios teriam recebido R$ 644 mil como caixa de propina da Fetranspor.

Em 2015, Adamastor Pereira Barros, que é presidente da Associação, sacou mais de R$ 340 mil em 2015 e R$ 718 mil, em 2016. A entidade recebeu do estado de 2002 até 2017, R$ 27.743.491,11. No período da presidência de Alice, recebeu R$ 10,5 milhões. Consta que André Almeida, que também exerceu a presidência, foi fornecedor e doador da campanha de Albertassi em 2010. O deputado tem 68 cargos na Alerj, com salários que vão de R$ 983 a R$ 30.471 mil.

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