Diversidade e fartura no fundo do mar

Por O Dia

Se tem uma coisa que sobre na Colônia Z-10 é caranguejo. Nessa época de novembro, com as chuvas, eles ficam à beira-mar para, em dezembro e janeiro, começarem as andanças. Por dia, são capturados cerca de 240 caranguejos da espécie Uça, os chamados 'verdadeiros'. Além da venda, os pescadores também coletam o animal para alimentação. "A colônia cheira a caranguejo cozinho", destacou Wilson Rodrigues.

Da safra de peixes, a corvina é o mais comum na região. Outras espécies são tainha, robalo, piraúna, xerelete, espada e anchova. "Tem alguns peixes, que já deram muito em outras épocas, mas agora sumiram daqui, como o badejo e garoupa", explicou o pesquisador da Z-10, Wilson de Paula Pereira Filho, de 33 anos. Segundo ele, a presença frequente de grandes embarcações tem afastado os animais. "Elas (embarcações) também ocupam muito espaço e não deixam o pescador artesanal explorar a região mais de dentro da Baía".

Quando o assunto é siri e camarão, a Z-10 também é mestre no assunto. Por ali, é comum o siri-açu e siri-candeia, que são pescados com auxílio do puça, uma espécie de peneira. O camarão é coletado por arrastão e a época de maior incidência dele é em outubro e novembro. "A Baía ainda produz muita coisa boa", contou Filho.

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