Bruno Gagliasso sai da Cidade da Polícia acompanhado de Luana Génot, diretora-executiva do ID-BR - Maira Coelho
Bruno Gagliasso sai da Cidade da Polícia acompanhado de Luana Génot, diretora-executiva do ID-BRMaira Coelho
Por RAFAEL NASCIMENTO

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) identificou Dayane Alcântara Couto de Andrade, 28 anos, conhecida como Day McCarthy, como autora dos vídeos de injúria por preconceito racial contra a filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, Titi.

O ator foi à Cidade da Polícia prestar queixa por ofensas raciais contra a mulher que se diz escritora e moraria no Canadá. No domingo, Dayane publicou um vídeo na Internet fazendo comentários ofensivos à criança, de apenas 4 anos. "Eu espero que aconteça Justiça. Estou aqui como pai e cidadão. É crime e ela precisa pagar pelo o que fez", afirmou o artista.

Gagliasso chegou sozinho à Cidade da Polícia às 11h e entrou para prestar depoimento por volta de 12h30. Ele explicou que Giovanna precisou ficar com a filha. Esta é a segunda vez que Gagliasso vai à DRCI em pouco mais de um ano. Em novembro de 2016, o ator registrou outra queixa por racismo contra a filha. Na ocasião, comentários preconceituosos sobre Titi foram escritos em foto postada por Giovanna.

Segundo a polícia, Dayane responderá pelos crimes de injúria por preconceito, difamação e injúria. "Vamos apurar se há outros casos envolvendo o nome dela. O nome que ela usa nas redes sociais é um pseudônimo", acrescentou.

A advogada criminalista Isabela Celano, que defende Bruno, afirmou que é preciso saber também a identificação de outras pessoas que possam estar envolvidas no crime. "Vamos tomar todas as medidas cabíveis para inibir qualquer prática criminosa com relação à injúria ao preconceito", completou.

Para Alexandre Celano, advogado de Bruno na ação civil, a defesa vai pedir a retirada das publicações com mensagens ofensivas da Internet. "Ela (a responsável pelo vídeo) merece e precisa ser responsabilizada. É um tipo de ofensa que atinge toda a sociedade e isso precisa ser perseguido", reforçou Celano.

Entidade dá apoio

O Instituto de Identidade do Brasil (IDRB) divulgou nota de apoio ao casal. A diretora-executiva do IDBR, Luana Génot, ressalta que a luta contra o racismo é uma causa de toda a sociedade. "Como negro, sofremos diretamente. Infelizmente, esse caso é só a ponta do iceberg. 130 anos pós abolição e ainda, sim, temos que lembrar que o racismo existe. O grande fato é que essa luta deve ser a causa de todos. Não sabemos se podemos mudar a mentalidade de todos. Mas precisamos lutar. Essa é uma causa que é de todos, independente de classe ou posição social. Ainda temos no Brasil um racismo estrutural e estruturante", disse.

 

Você pode gostar
Comentários